domingo, junho 13, 2010

Mundial' 2010 - M.V.P. - Matchday 3


8. Robert
KOREN (SVN)

Argélia 0 x 1 Eslovénia
Koren 79'


3. Asamoah
GYAN (GHA)

Sérvia 0 x 1 Gana
Gyan 84' (P)



10. Lukas
PODOLSKI (GER)

Alemanha 4 x 0 Austrália
Podolski 8', Klose 26', Müller 68', Cacau 70'


9. João
FERREIRA (TAH)
23 Pts (WCT)

Mundial' 2010 - M.V.P. - Matchday 2


7. Ji Sung
PARK (KOR)

Coreia do Sul 2 x 0 Grécia
Lee 7', Park 52'


1. Vincent
ENYEAMA (NIG)

Argentina 1 x 0 Nigéria
Heinze 6' 



1. Tim
HOWARD (USA)

Inglaterra 1 x 1 Estados Unidos da América
Gerrard 4'; Dempsey 40'


13. Paulo
FREITAS (TAH)
25 Pts (WCT)

100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VIII, Parte 6


Nada de fusões

A 1 de Setembro deste mesmo ano, Vítor Santos, chefe de redacção d´ ‘A Bola’, dá uma entrevista ao Diário de Notícias do Funchal, abordando a problemática da participação da Madeira no campeonato nacional de futebol. Destacando o facto do futebol madeirense se ter atrasado em relação ao continental, no qual se dão os passos decisivos para a total profissionalização, o conceituado analista ‘põe o dedo em várias feridas’:
"O caso da Madeira, não sendo de fácil solução, é todavia susceptível de resolver-se num futuro não muito distante. Até porque, em certa medida, é um caso particular. E os casos particulares requerem soluções particulares também. Para tanto, o Passado Histórico do Futebol da ilha pode ser decisivo e determinante dum certo movimento de solidariedade. Depois, a proximidade relativa do continente, que dista apenas uma hora e pouco de voo, encoraja qualquer iniciativa. (…) Eu não sou, por princípio, contrário às fusões. Simplesmente a experiência mostra que os movimentos que nesse sentido foram empreendidos em Portugal, resultaram no mais desolador dos malogros. (…) No caso concreto da Madeira não preconizaria uma vez mais a fusão dos clubes principais para formar uma equipa representativa. Não. Não sou madeirense, mas prezo demais o passado histórico das colectividades da nossa terra, para contemporizar com tal movimento. Não digo que não resultasse a princípio. Há sempre a psicose da novidade … Mas, em breve, entrarse- ia numa rotina, numa letargia ainda maior. Nada de fusões portanto. A representação da Ilha estaria a cargo da colectividade local que conquistaria em campo a honra de se bater pela sua terra e ser integrada num Campeonato Nacional. (…) Custar-me-ia imenso que uma equipa da ilha, descendente em linha directa dos homens de 1926, tivesse de conquistar na 3ª Divisão uma posição a que então logrou alcandorar- se depois de desbancar os melhores conjuntos nacionais. Seria iníquo. (…) É uma «cartada» que merece ser jogada e, a virem a coroar-se de êxito tão louváveis intentos, lucraria o futebol madeirense. Talvez se rasgassem novos horizontes para as equipas locais, e o próprio público seria beneficiado (…). Reflexamente, o próprio turismo da ilha seria incrementado. Sabe-se que o desporto é, na hora que passa, o melhor veículo de propaganda turística. A afirmação não necessita ser justificada, mas, se tal se tornasse necessário, havia uma mão cheia de exemplos a citar. E o turismo da Madeira, que tem sido um turismo de luxo, via assim uma porta aberta para a democratização que, mais dia, menos dia, terá de ser seriamente encarada. (…)"
Nada de fusões (continuação)

Emanuel Freitas, capitão desta equipa do Marítimo que vem recolocando o clube no lugar do futebol madeirense que por tradição lhe pertence, é também indagado sobre esta questão da participação madeirense num campeonato nacional. A palavra do ‘capitão’ não podia ser mais esclarecida, quando lhe perguntam se gostaria de ver a Madeira representada por um clube nas provas nacionais:
"Se gostaria! Mas que eu fizesse parte, se tivesse valor para isso. De preferência o Marítimo a qualquer outro, porque já tem o seu nome feito lá fora, como tive oportunidade de verificar nos dois anos que residi em Lisboa".
É por esta altura que Ilídio de Sousa (Petita) é transferido para o Vitória de Setúbal. O delegado do clube sadino viera à Madeira, participara no jantar das comemorações de mais um aniversário do Marítimo e regressou ao continente com o contrato assinado daquele que ia sendo avaliado como um dos melhores rematadores do futebol português.
Mais pobre

O Marítimo considera-se mais pobre. Aliás, o dirigente sadino confessaria às páginas d´ ‘A Bola’ que "se o normal do Petita é o que o vi fazer na passada quarta-feira contra o Varzim, o Vitória não deveria pagar ao Marítimo quatrocentos contos, mas sim quatro mil". O Marítimo batera os poveiros por 5-2 – uma vitória inesperada e brilhante… O caso é exemplar – limitado às provas regionais, o Marítimo pode bater-se dentro de campo com os grupos continentais, mas a simples missão de segurar os frutos da sua actividade formativa estará sempre sujeita ao poderio dos clubes profissionais e ao legítimo anseio dos jogadores em alcançar outro pedestal. O mesmo já sucedera, como se viu anteriormente, com as saídas de Nelson e Feliciano para o Benfica. As reclamações verde-rubras pelo ‘assalto’ continental à margem das regras de transferência de jogadores, acabaram com acordo entre os clubes. Mas o Benfica tardava em honrar o compromisso de deslocar a sua equipa de Honra à Madeira para efectuar um jogo com o Marítimo, com receita a favor dos madeirenses.

sábado, junho 12, 2010

Liga Tahiti apoia Portugal


Uma fase de apuramento atribulada fazendo lembrar o tempo em que chegávamos ao último jogo de calculadora na mão dependendo de terceiros, aquele tempo onde acabávamos sempre por ficar em terra, o tempo sem glória.

A verdade é que o povo já não quer saber desse tempo, já não somos um 'saco de pancada', não somos os coitadinhos que festejam o apuramento para uma competição internacional como se de um título se tratasse, tornamo-nos exigentes ao longo da última década mas ao que parece o pessimismo continua bem presente.

Uma convocatória bastante discutível, um treinador medíocre, uma selecção sem carisma, um povo desconfiado, e é assim que partimos para o Mundial... esse torneio que acontece de 4 em 4 anos, e que é nada mais nada menos do que o único capaz de imortalizar um jogador.. uma selecção.. uma pátria..

Mas o povo não gosta do Queiroz, não gosta do suave travo a chimarrão presente no plantel, o povo reclama falta de empenho por parte das estrelas lusitanas, enfim.. o povo amuou e está-se nas tintas para a selecção!

Ainda me lembro do sentimento de orgulho e revolta no Euro 2000, lembro-me da desilusão do Mundial

2002, de chorar no Euro 2004, de sair de cabeça erguida do Mundial 2006..

E vocês?

Lembram-se de perder quando eles perdiam, de sentir orgulho do vosso país sempre que eles ganhavam?

O que foi feito do querer genuíno de vencer?

O que foi feito da nossa paixão?

A selecção não é tão boa como a de 2004 ou a de 2006?

Sabem que mais.. a da Grécia também não era.

Crónica de Pedro Freitas

LIGA TAHITI APOIA PORTUGAL

Mundial'2010 - M.V.P. - Matchday 1


8. Siphiwe
TSHABALALA (RSA)

África do Sul 1 x 1 México
Tshabalala 55'; Marquez 79'


10. Diego
FORLAN (URU)

Uruguai 0 x 0 França



9. João
FERREIRA (TAH)
14 Pts (WCT)

Comunicado #1 - World Cup Tahiti

Questionados acerca do montante a ser apostado nesta World Cup Tahiti 2010 ninguém manifestou preferência quanto ao valor. Assim, tomamos a liberdade de definir esse valor em 5 Euros. Portanto, quem estiver interessado em participar nas apostas, deve mandar um bitaite (comentar este post) devidamente identificado. O prémio será posteriormente reunido e entregue no inicio de Agosto, com data a definir. Prevalecem as inscrições feitas até dia 13 de Junho de 2010. Novamente, aqui fica o código 95436-87741.

ATENÇÃO: Todos podem estar inscritos na Liga, as apostas com dinheiro é facultativo.
Inscritos até às 15:00 do dia 10 de Junho:
Alexandre Correia. André Gonçalves. Artur Rodrigues. Duarte Espírito Santo. Fábio Ferreira. Hélder Teixeira. João Ferreira. João Pedro Freitas. Jorge Correia. José Pedro Pereira. Paulo Freitas. Pedro Freitas. Tiago Camacho.
Prémio: 65 Euros
1º Classificado 40€
2º Classificado 20€
3º Classificado 5€

quinta-feira, junho 10, 2010

Playoff II Divisão - 6ª Jornada



Moreirense e Arouca 'tramam' União SAD

Vitória do Arouca pela margem mínima afasta unionistas da subida

O União SAD falhou a subida de divisão após o triunfo de hoje do Arouca sobre o Moreirense pela margem mínima. O 2-1 final 'matou' as esperanças azuis-e-amarelas de atingir a II Liga. A conveniência do resultado ficou bem patente nos últimos minutos da partida, conforme a reportagem do DIÁRIO pôde constatar.
O Moreirense entrou a vencer, mas o Arouca conseguiu dar a volta ao resultado quando faltavam ainda 15 minutos para o final. A partir de então os guarda-redes de ambas as equipas tornaram-se meros espectadores. Relembre-se que o único resultado que não interessava ao União SAD era a vitória pela margem mínima do Arouca...

in dnoticias.pt
Classificação:
1º Arouca - 6 Pts
2º Moreirense - 5 Pts
3º U. Madeira - 5 Pts

Repórter Tahiti TV - XVI - Wembley


Boas meu caros seguidores deste grande mundo Tahitiano,

Aqui apresento algumas fotos deste magnifico jogo a que assisti ao vivo à duas semanas atrás no emblemático, esplendoroso, Wembley Stadium. Foi um jogo amigável e com pouca história, mas o mais importante que tiro deste jogo, é sem dúvida o ambiente que vivi em redor do mesmo.
Para terem uma noção do que passei, começo por referir que estavam cerca de 90.000 espectadores no estádio gritando pelas suas selecções (claro eu pelo México), com um ambiente verdadeiramente inglês que aterroriza qualquer um. Já assisti a muitos jogos de futebol, e vocês sabem que sou um grande seguidor deste desporto mas nunca tinha assistido nada assim.
Mas deixando de merdas deixo imagens para vos deliciar.
Com os melhores cumprimentos e abraços tranquilos, deixo-vos.

Repórter Tahiti TV - XVI - Wembley (cont.)




FIFA Fantasy Tutorial - Substituições

SUBSTITUIÇÕES

Once the round commences, you have a choice: You can either take a 'hands off' approach and wait for automatic substitutions to happen at the end of the round, or you can get more involved and make some substitutions as the round progresses.

At the start of each day (00:00 South African time) during the round, a substitution window opens. In this window you can:

•Replace any player that wasn't sent off with one from your bench who is yet to play.
•Change your captain, providing he wasn’t sent off, with someone whose team is yet to play.
On a matchday, the substitution window will close 15 minutes before the first kick-off.

The player chosen to bring in must adhere to the formation rules. E.g. if you only have 3 defenders in your starting 11, you may not replace a defender for another midfielder as there is no legal formation with only two defenders.

An unlimited number of substitutions can be made but only eleven players with one captain can score points each round.

Here are some reasons you may choose to make substitutions:

•One of your players goes off injured after a few minutes
•Your captain wasn't selected to play in the round.
•You are a gambler and decide that one of your substitutes will score more points than someone who already played in the round
Things to note about substitutions
•If you remove a player who has scored points for your team, these points will be lost. The player cannot be brought back into your team until the next round.
•It is not possible to make substitutions after matches on the last day of the round.
•If a substitution or captain change is made then no automatic substitutions will take place on your team that round.
Automatic substitutions
Once the data for all the matches in the round has been determined as final, automatic substitutions will be made providing no substitutions or captain changes have been made.

If any of your players play no part in the round, the computer will try to substitute the inactive player with the highest priority replacement from the same position who did play. If your captain does not play then the bonus will be lost, another player will not take over the captaincy in their place.

Ténis de Mesa - Ponta do Pargo - Campeão 2010


Ponta do Pargo faz história com título de 'Portugal'

Madeirenses arrasam Sporting no segundo jogo da final do Campeonato Nacional da I Divisão
Arrasador! É assim que se pode definir os novos campeões nacionais de ténis-de-mesa masculino, a Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo. Pela primeira vez a equipa madeirense faz história em Portugal ao conseguir o mais importante título da modalidade em termos nacionais, depois de vencer o Sporting por 4-0.
Depois da vitória no jogo da primeira-mão, por 4-2, frente ao Sporting a equipa do Concelho da Calheta deslocou-se até a Alvalade para mostrar todo o seu brilho. No jogo que terminou à pouco a ADC Ponta do Pargo veio a carimbar o título com uma surpreendente vitória por uns claros 4-0. Nuno Henriques, Li Peng e Wang Tong foram as grandes estrelas 'à mesa' de uma equipa, orientada por Celso Henriques, que depois de uma primeira fase onde não conseguiram vencer os leões, tendo perdido por duas ocasiões por 4-3, viriam agora na derradeira fase ser sempre superiores. A festa faz-se em Alvalade, mas terá continuidade à chegada ao Funchal. Com este título a ADC Ponta do Pargo irá representar Portugal, na próxima épcoa na Liga dos Campeões europeus.
CTM Mirandela faz festa no feminino

Já no segundo jogo do play-off final do Campeonato Naiconal da I Divisão feminina a Ponta do Pargo não conseguiu repetir o feito da formação masculina, acabando por 'entregar' o título ao CTM Mirandela. Depois da derrota na primeira mão, na Madeira, por 4-1 o conjunto insular voltou a perder, desta feita em Mirandela por 4-2. Com uma entrada menos conseguida no jogo desta tarde as insulares viriam ainda a reduzir a marcha do marcador de 0-2 para 2-3, mas no sexto set e onde lutavam por manter-se à 'mesa' no sétimo e derradeiro set a 'madeirense' Maria Xiao veio a estragar o sonho com uma vitória por 3-2 diante de Carina Johnsson.
Tal como aconteceu nos últimos anos a equipa do Concelho da Calheta voltou a perder na final e mais uma vez com o CTM Mirandela, conseguindo assim o título de vice-campeã de Portugal.
in dnoticias.pt

100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VIII, Parte 5

Direitos pagos

Conquista árdua. É preciso garantir 100 contos de receita (a Associação foi intermediária da garantia do Marítimo), assegurar o pagamento da deslocação da equipa continental à Madeira, pagar-lhe o hotel (um bom hotel, exige-se), e oferecer idêntico tratamento ao árbitro da partida. Nenhum clube continental se mostrou disponível para que a segunda ‘mão’ da eliminatória pudesse ser disputada no Funchal. É preciso ‘engolir’ a imposição de jogar primeiro na Madeira, ‘não vá o diabo tecê-las’ …
Mais adiante

Em meados da década de 60, quando o Marítimo volta à ribalta do futebol regional, esta conquista estava ultrapassada. A generalidade dos desportistas madeirenses estavam convictos de que só a participação num campeonato nacional regular poderia facultar os meios de desenvolvimento que o futebol regional exigia. Era preciso ir mais adiante. E, para tal, encontrar uma fórmula de escolha da representação madeirense no futebol nacional. Obviamente, se essa fórmula tivesse por base o historial dos clubes madeirenses potenciais interessados, o assunto estaria inquestionavelmente resolvido a favor do Marítimo…
Números claros

… como se fazia questão de ‘explicar’, por altura da passagem das Bodas de Ouro da Associação de Futebol do Funchal (1966), através da ‘contabilidade’ dos prélios organizados sob sua égide. Eram números claros, que evidenciavam uma longa e consistente superioridade do Marítimo sobre os clubes que nesta data constituíam os seus principais adversários, como se pode ver pelo quadro dos jogos entre o Marítimo e esses clubes, no período entre a fundação da Associação e as suas Bodas de Ouro (1916/1966). Pouco tempo depois desta publicação, aquando do primeiro jogo entre clubes madeirenses que se realiza sob a luz artificial do Estádio dos Barreiros, o Marítimo, como que a sublinhar elucidativamente esse ascendente, bate o Nacional por 10-3. Foi a 5 de Julho de 1967, na festa de homenagem a Francisco, o funcionário que servia o clube há 42 anos.

quarta-feira, junho 09, 2010

FIFA Fantasy Tutorial - Sistema de Pontos


SISTEMA DE PONTOS

Durante o torneio será atribuído aos jogadores da FIFA Fantasy um score de pontos depois de cada jogo, com base nas suas performances nos jogos. Acções que ocorram na contagem de tempo extra, mas por penalties não.

Os pontos são atribuídos conforme detalhado na tabela abaixo:

Pontos de AcçãoJogando 10-30 minutos 1 ptsJogando 31-60 minutos 2 pts
Jogando 61 minutos ou + 3 Pts
Golo 5 PtsAssistência para Golo 3 PtsGuarda Redes Invicto 6 Pts *Defesa Invicta 4 Pts *Meio Campo Invicto 1 Pts *Por cada duas defesas (Guarda Redes) 1 PtsPara cada defesa (Jogadores Campo) 1 Pts
Penalty Defendido 5 PtsPenalty Falhado -2 Pts
Falta para Penalty -1 PtsPor cada 2 golos sofridos (G.R. e Defesas) -1 PtsAuto Golo -2 PtsCartão amarelo -1Cartão vermelho -3 Pts **

* Apenas não concedendo golos e jogando 61 ou mais minutos.
** Se um jogador recebe um cartão vermelho, ele vai continuar a ser penalizado pelo golos sofridos pela sua equipa.


Além disso, há o bónus de ataque e defesa.

Bónus de Ataque
Para cada 2 bolas entregues na área de grande penalidade 1 *Para cada 5 bolas perdidas -1 **


* Introdução de bolas na grande àrea, mantendo a posse de bola
** Por cada bola perdida, não mantendo a posse de bola


Bónus de Defesa
Recuperações de bola 1 *
Por 3 faltas cometidas -1 **

* A soma de ganhar a posse de bola, tackles concluídos
** Uma falta onde um pontapé livre é concedido

As pontuações serão actualizados à medida que os relatórios dos jogos oficiais da FIFA são processados e / ou corrigidos. Não serão feitas actualizações com os dados após a meia-noite (Hora da África do Sul).

Os pontos de cada jogador são actualizados à medida em que os jogos acontecem. Estes podem ser vistos na página My Team. As tabelas do campeonato são actualizados ao final de cada dia.

Os pontos serão calculados com base em dados fornecidos ao fifa.com, em nome da FIFA. Nem o fifa.com nem a FIFA vai entrar em qualquer correspondência relativa à atribuição de pontos aos jogadores. Nós não aceitamos nenhuma responsabilidade pela veracidade destes dados.

Assistências
Uma assistência é concedida quando o marcador recebe a bola directamente de um companheiro de equipa. Se a assistência se tiver um desvio pequeno que não altere o sentido da passagem, é considerada válida.

Nenhuma assistência é atribuída em caso de autogolo ou penalty.

FIFA Fantasy Tutorial - Formações e Capitão


FORMAÇÕES

Para alterar a formação da equipa, basta selecionar os seus onze jogadores escolhidos na página My Team. O computador irá escolher automaticamente a sua formação com base nos jogadores que foram seleccionados. As formações válidas são:

• 3-5-2
• 3-4-3
• 4-4-2
• 4-3-3
• 4-5-1
• 5-3-2
• 5-4-1

Os jogadores só podem jogar na sua posição designada. Por exemplo, não é possível jogar um defesa jogar como avançado.

Os restantes jogadores do seu plantel que não estão no "onze" inicial poderão ser suplentes utilizados. Estes jogadores irão aparecer no banco agrupados pela sua posição.

CAPITÃO

Cada ronda deverá ser nomeado um membro da equipa para ser o capitão. Este jogador vai fazer o dobro do número de pontos que normalmente teriam sido atribuídos nessa ronda.
O capitão poderá ser mudado na página My Team. Para ver como os capitães podem ser alterados durante uma ronda.

Se o capitão não jogar, o bónus será perdido. Outro jogador não irá assumir a capitania no seu lugar.

terça-feira, junho 08, 2010

FIFA Fantasy Tutorial - Transferências

TRANSFERÊNCIAS

Usa a página de Transferências para alterar o teu plantel em cada fase. O número de transferências gratuitas que podem ser feitos são os seguintes (ver tabela):

Por cada transferência adicional feita, será reduzido 3 pontos, estes pontos são subtraídos da pontuação total.
Se não usarmos todas as transferências gratuitas, as transferências livres restante pasaram para a próxima fase. Estas são acumulativas ao longo do torneio, e terá uma duração de, no período de transferência gratuita e ilimitada entre o grupo e as fases eliminatórias.

Invariavelmente, no final da fase de grupos, alguns dos jogadores de menor valor serão eliminados da competição. Para dar conta desta fase eliminatória no orçamento da equipa será aumentada em 5 Milhões antes dos Oitavos de Final, e com mais 5 Milhões antes das Meias Finais.

Valores de Jogadores
Após o início da FIFA McDonald's World Cup Fantasy, os valores de cada jogador podem subir ou descer com base em quantas vezes um jogador está a ser comprado ou vendido no mercado de transferências. Factores que determinam as variações de preços são:

• Muitos concorrentes terem o jogador na sua equipa
• é (ou foi) o jogador foi lesionado ou suspenso
• Qual o valor do jogador já mudou nesta rodada
Os valores de jogadores mudaram às 00:00, hora sul africana, e qualquer mudança será de 0,1 Milhões. Os valores continuaram a mudar ao longo de toda a FIFA McDonald's World Cup Fantasy.

100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VIII, Parte 4


Talvez, nem por isso

Mas também há posições dúbias. O Sporting lisboeta ‘esconde’ a sua opinião, limitando-se a garantir que aguarda que a Federação de Futebol lhe solicite parecer sobre o assunto. A direcção do Belenenses informa que dedicará à matéria a sua melhor atenção; o Atlético afiança que está a ‘estudar’ e que se pronunciará "logo que sejam encaradas as premissas que porventura se esbocem sobre o caso". O Oriental deixa escapar o que lhe vai na alma (e na de outros): "Parece que é de considerar a vossa sugestão, e depois do estudo da proposta apresentada à Federação por intermédio da vossa Associação, não teremos dúvidas em patrocinar a vossa pretensão, se a mesma se afigurar viável". O ‘parece’ inicial e o ‘se’ final diziam tudo…
Recusa inexplicável

Em Maio de 1952, apurado uma vez mais para disputar a Taça de Portugal em representação das ilhas, o Marítimo propõe condições financeiras especiais ao adversário – o campeão Sporting de Portugal – para que aceite disputar uma eliminatória no Funchal. Recusa total. Evitar o confronto na ‘casa’ do campeão das ilhas e o incómodo de uma deslocação julgada sempre ‘fácil’ e ‘justa’ quando se tratava de ser os ‘de cá’ a viajar, é o ‘sumo’ da posição dos lisboetas. Mas é através deste tipo de propostas e iniciativas, que secundam a intervenção no plano oficial, que a luta pela plena participação nas provas nacionais vai ganhando novas formas e (alguns) aliados.
Esperança tornada realidade

A 8 de Outubro deste mesmo ano, o presidente da Associação do Funchal, eng. João Antunes de Sousa, manifesta a convicção de que seria possível, nessa época, ver pelo menos uma das eliminatórias da Taça ser jogada na Madeira. Álvaro Reis Gomes – sempre ele! –, agora a residir na capital e delegado da Associação junto da Federação, voltará a desempenhar um papel decisivo no desfecho do congresso federativo que vai tornar realidade as palavras do presidente associativo e dar vida às aspirações do Marítimo. Estamos em Maio de 1953. Finalmente a Madeira passaria a dispor de um pequeno direito … que era uma grande vitória – disputar uma das ‘mãos’ da eliminatória da Taça de Portugal em ‘casa’.

Assim a rede não tem maneira de voar.



domingo, junho 06, 2010

ARGENTINA VA SALIR CAMPEÓN!

Depois das promessas ousadas do selecionador Diego Maradona e da modelo Luciana Salazar para o caso de a Argentina se sagrar campeã mundial de futebol, o apresentador de um programa radiofónico humorístico arrancou do diretor-técnico da seleção alviceleste, Carlos Bilardo, uma promessa (ainda mais) incrível.

Recordando que Maradona prometeu subir ao Obelisco de Buenos Aires todo nu - que terá a companhia de Luciana no striptease -, o radialista quis saber o que fará Bilardo se o desejo se concretizar. A resposta foi absolutamente desconcertante. "Não vou fazer! Vou deixar que me façam. Se formos campeões, darei o cu a quem fizer o golo. Mas só a quem fizer o golo", precisou, divertido. O apresentador de "Na cama com..." alertou-o para o facto de estar a torcer muito para que o tricampeonato se concretize e Bilardo não se desmanchou mas admitiu que "vai doer muito". "Como é que sabe?", disparou o entrevistador. "Porque já fiz exame da próstata", explicou o antigo selecionador, de 71 anos, que levou a Argentina ao segundo título mundial, no México'86, e foi vice-campeão no Itália'90.

Martín Palermo já deu sequência à brincadeira. "Faço o golo e depois ponho-lhe uma peruca", prometeu o avançado do Boca Juniors, talvez a fiar-se no facto de dificilmente vir a ser titular na equipa de Maradona.

(in record)

FIFA Fantasy Tutorial - Escolha do Plantel

ESCOLHA DO PLANTEL

O plantel de 23 jogadores deve ser constituído por:

• 3 Guarda Redes
• 7 Defesas
• 8 Médios
• 5 Avançados

O número de jogadores que pode selecionar de cada uma das equipas presentes no Mundial depende da fase da competição:

Fase de Grupos - 2
Oitavos de Final - 4
Quartos de Final - 6
Meias Finais - 8
Final e Playoff 3º/4º - 8

Cada jogador custa entre 1 e 10 Milhões.

O valor total da sua equipa inicial não deve exceder 140 Milhões. À medida que o torneio avança os valores dos jogadores oscilam.

Invariavelmente, no final da fase de grupos, alguns dos jogadores de menor valor serão eliminados da competição. Para dar conta dessa fase eliminatória no seu orçamento da equipe será aumentada de 5 Milhões antes dos Oitavos de Final, e com mais 5 Milhões antes das Meias Finais.

Pode-se fazer transferências ilimitadas gratuitamente antes do torneio para que possamos manter-nos actualizados com todas as mudanças de última hora devido a lesões, etc.

Playoff II Divisão - 5ª Jornada

O União venceu em Arouca, mas só pela margem mínima (0-1), pelo que não garantiu a subida de divisão à II Liga. Os unionistas terminaram a participação no play-off, totalizando 5 pontos, os mesmos que conta o Moreirense. O Arouca tem apenas 3 pontos, mas como na última jornada da competição recebe o Moreirense ainda pode subir. Se vencer sobe, o mesmo acontecendo com o Moreirense. A não ser que a equipa de Moreira de Cónegos seja derrotada por mais de dois golos de diferença.

Classificação:
1º Moreirense - 5 Pts (menos 1 jogo)
2º U. Madeira - 5 Pts
3º Arouca - 3 Pts (menos 1 jogo)

100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VIII, Parte 3


Novo contencioso

Genericamente, este será o enquadramento da participação da Madeira no campeonato de Portugal; a alteração do figurino das provas nacionais de futebol – com a institucionalização de um campeonato regular e da Taça de Portugal – ocorrida na época 1939/40, vai relançar o contencioso. A exclusão do representante das Ilhas dessa nova prova regular – o campeonato – remete a participação dos grupos insulares em provas nacionais para as eliminatórias da Taça. O desagrado pela fórmula encontrada é grande, mas não se vislumbram soluções práticas para outro tipo de participação. Acima de tudo, subsiste a profunda convicção de que continua a ser uma injustiça o representante das ilhas ter de disputar as eliminatórias da Taça fazendo ‘casa’ em Lisboa.
Jogar em Casa

Daí que a aspiração à realização de jogos nacionais oficiais na Madeira passe a ter um lugar importante nas reivindicações do Marítimo junto dos poderes do futebol. Na década de 50, enquanto a Associação de Futebol do Funchal coloca a questão junto da Federação, o Marítimo toma a iniciativa de consultar os clubes potencialmente abrangidos na matéria.
Sim, Sim...

O Benfica é claro: "Desportiva e logicamente, entendemos que ao representante insular sejam dadas as mesmas condições e regalias que são previstas para todos os concorrentes. Achamos muito justo que todos os participantes à Taça de Portugal sejam postos em pé de igualdade", lê-se na missiva de resposta ao inquérito verderubro. O Porto anui: "Sempre considerámos pretensão justa, pelo que não temos qualquer hesitação em dar a nossa concordância e o nosso modesto patrocínio". Académica, Sporting da Covilhã e Barreirense dão respostas igualmente favoráveis.

sábado, junho 05, 2010

McDonald's FIFA World Cup Fantasy - Intro

LIGA TAHITI in association with FIFA presents
WORLD CUP TAHITI


O site da FIFA oferece-nos a oportunidade de participar no Mcdonald's FIFA World CUP Fantasy. É um jogo online do género Liga Record, mas com algumas diferenças no sistema de pontuação e nas compras do jogadores.

O jogo consiste em comprar 23 jogadores, diferenciados por posição (3 guarda redes, 7 defesas, 8 médios, 5 avançados). Durante a fase de grupos apenas poderão ter na equipa dois jogadores de cada selecção. O orçamento é de 140M, os jogadores mais caros custam 10M (Ex: Messi e Ronaldo, etc).

As regras do jogo irão sendo postadas aqui no blog ao longo dos próximos dias, mas no próprio site poderão aceder às mesmas em "Rules and Help".

Era engraçado que todos os concorrentes da Liga Tahiti participassem na WORLD CUP TAHITI, porque o Mundial só regressa daqui a 4 anos. Já vos enviei o convite via e-mail para a nossa liga. O código é 95436-87741.

Convidei também o Alexandre Correia, que é meu colega de faculdade e do Jorge também, e que muitos de vós já conhecem de futeboladas na Madeira. O Alex é o primeiro estreante confirmado da próxima edição da LIGA TAHITI, isto é só o warm up.

Qualquer dúvida, eu e o Jorge responderemos no fórum Buraco da Parede.
Participem!

Inglaterra 1966 - Nomes & Números

Anfitrião: Inglaterra
Vencedor: Inglaterra
2º Lugar: RFA
3º Lugar: Portugal
4º Lugar: URSS

Números da Prova
16 Países
32 Jogos
89 Golos
2.78 Média de Golos Marcados por Jogo
1 614 677 Espectadores
50 459 Média de Espectadores por Jogo
5 Expulsões
2 Auto Golos
Willie - Mascote 1966

Participantes:
Europa: Bulgária, Espanha, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Portugal, RFA, Suíça e URSS
América do Sul: Argentina , Brasil, Chile e Uruguai
América do Norte, Central e Caraíbas: México
Ásia: Coreia do Norte

Dream Team do Mundial 1966
Banks (ING);
Cohen (ING) , Moore (ING), Beckenbauer (RFA), Marzolini (ARG);
Overath (RFA), Voronin (URSS) e Coluna (POR);
Bobby Charlton (ING), Eusébio (POR) e Hurst (ING).

Melhor Marcador:
Eusébio (POR) - 9 Golos

Onze Base da Campeã Inglaterra

Inglaterra 1966 - Extra

Os dias que antecederam o arranque do Inglaterra'66 ficaram marcados pelo escândalo em torno do roubo da Taça que Jules Rimet mandara fazer aquando o Uruguai 1930. A preciosidade desapareceu do local onde estava exposta, no centro de Londres, e durante dias a polícia local tentou a todo o custo apanhar-lhe o rasto, mas sem êxito. Quando se perdia já a esperança de encontrar a "Deusa da Vitória", eis que, sete dias após o roubo, uma cadela, de nome Pickles, acabou por encontrá-la. O troféu estava embrulhado em jornais velhos e debaixo de uma árvore numa zona sombria dos subúrbios londrinos. Quem lucrou com tal achado foi o dono do animal, que arrecadou a recompensa de cinco mil libras previstas para premiar o responsável pela resolução do mistério.

sexta-feira, junho 04, 2010

Inglaterra 1966 - O que dizem as bilhardeiras?


"Nós não trocamos uniformes com animais"

Alf Ramsey, seleccionador de Inglaterra, critica duramente a Argentina

Inglaterra 1966 - A Figura

Eusébio (Portugal)

Melhor marcador do torneio, com nove golos. Eusébio foi a grande figura do Campeonato do Mundo de 1966. Naturalmente, a grande maioria dos ingleses não concordará com tal distinção, preferindo destacar o "seu" Bobby Charlton. Todavia, e não negando que a prestação do britânico foi realmente fantástica e decisiva para a conquista do título, o explosivo ponta de lança que vestiu as cores lusas esteve sempre uns furos acima dos demais. A impressionante capacidade atlética e uma não menos surpreendente certeza na hora do remate, fizeram de Eusébio não só um dos melhores da sua geração, mas também um verdadeiro "monstro sagrado" do futebol mundial. Uma espécie de grandes entre os maiores, epíteto que começou a conquistar no decorrer do Inglaterra'66. Fosse com remates colocados desferidos fora da área ou com cabeceamentos indefensáveis, semeava o pânico entre as defesas adversárias, que invariavelmente fez questão de destroçar. Se foi aqui que Portugal alcançou a sua melhor classificação de sempre numa prova internacional, batendo o pé a equipas como o Brasil de Pelé e a própria URSS, tal ficou em grande parte a dever-se ao génio de Eusébio da Silva Ferreira.

quinta-feira, junho 03, 2010

Inglaterra 1966 - Inventores Coroados Reis do Jogo

O futebol voltou à sua casa em 1966. A Inglaterra não só organizou o 8º Campeonato do Mundo da história como se estreou a erguer a taça.

Eusébio consola Pelé que acaba lesionado após o jogo com Portugal (3-1).

A competição ficou marcada pela exagerada agressividade praticada dentro de campo e pelas fracas exibições das equipas de arbitragem, o que provocou grandes polémicas. O Mundial'66 ficou também manchado pelo boicote das selecções africanas, que decidiram retirar-se, por entenderem que deveriam ter direito a uma vaga exclusiva na prova, e não terem de disputar um playoff de acesso com o vencedor da zona de qualificação da Ásia e Oceânia. Na prova inglesa introduziram-se os primeiros controlos anti-doping e proibiu-se a naturalização de futebolistas. Cerca de 70 selecções participaram na qualificação para a prova, o que constituiu um novo recorde. Antes do início do torneio, aconteceu um insólito: a Taça Jules Rimet foi roubada. Depois de buscas intensas das autoridades policiais à procura do troféu, foi um cão chamado Pickles que encontrou o objecto num jardim em Londres, debaixo de um banco.

A final de 1966 entre Inglaterra e RFA foi a final mais polémica de sempre.

O Mundial'66 foi fértil em resultados inesperados. A primeira grande surpresa foi a eliminação do Brasil, campeão em 1958 e 1962. A selecção canarinha não passou da primeira fase - perdeu com a Hungria e Portugal. A sua estrela Pelé voltou a ser vítima de entradas violentas. A magia dos brasileiros foi substituída pela dos estreantes portugueses, com destaque para Eusébio, que se sagrou melhor marcador com 9 tentos. Os palcos ingleses também assistiram a uma das maiores surpresas de sempre da história dos mundiais. A Coreia do Norte, que participava pela primeira vez, eliminou a poderosa Itália e passou aos quartos de final, onde foi batida por Portugal (5-3).

Inglaterra é pela primeira vez campeã do Mundo, capitaneada por Bobby Moore.

Depois de 31 intensos e emocionantes jogos, RFA e Inglaterra disputaram uma das finais mais polémicas de sempre, presenciada por 100 mil pessoas em Wembley, onde os anfitriões venceram por 4-2. A polémica surgiu, primeiro, pelos minutos exagerados concedidos pelo árbitro da partida, que resultou no golo alemão que levou o jogo para prolongamento (2-2) e, depois o terceiro golo inglês deixou muitas dúvidas de a bola ter entrado na baliza. Os inventores foram assim coroados reis do jogo.

Final, 30 de Junho de 1966, Londres

Inglaterra 4 - 2 RFA

Hurst 18', 101', 120' e Peters 78'; Haller 12' e Webber 90'

100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VIII, Parte 2

Batalha inicial

Coube a Álvaro Reis Gomes dar testemunho público dessa insatisfação, iniciando a batalha pela presença do clube campeão da Madeira no campeonato de Portugal. Tudo começa quando surgiram, na comunicação social da época, referências à organização da prova. Estudante de Direito em Lisboa, o jovem primeiro secretário da direcção do Marítimo, assume com clareza e objectividade, posições que terão o condão de alterar o rumo da organização do futebol nacional. Através de carta enviada ao ‘Sport de Lisboa’, publicada no dia 1 de Abril de 1922, Álvaro Reis Gomes, aplaude ‘a brilhante propaganda’ que era feita à organização dos campeonatos de Portugal, mas não se coíbe de ‘por o dedo na ferida’:
"O facto a que me refiro é o seguinte – em poucas palavras – : o esquecimento a que foi votado o futebol madeirense no último artigo de fundo de ‘O Sport de Lisboa’, onde se bordam palavras de louvor e de incentivo em redor de Faro, de Évora, de Braga e de Coimbra. E esse esquecimento não se justifica, meu caro camarada e amigo. ‘O Sport de Lisboa’ sabe muito bem que na Madeira se pratica o futebol, e não será seu intuito, decerto, restringir ao continente o direito de comparticipação em certamens nacionais. E unicamente no caso de se tratar da efectivação dos Campeonatos continentais é que poderse- ia por de parte as ilhas. Pois já nas provas metropolitanas, quanto mais nas nacionais, como as projectadas, tal gesto seria uma violência e um absurdo inqualificáveis. Lembro, pois, ao meu amigo que de futuro quando no vosso estimado jornal for ventilada a questão dos Campeonatos Nacionais de Futebol, - e sê-lo-á certamente por mais de uma vez ainda –, a Madeira, a minha terra, seja incluída no número dos pretensos concorrentes a tão simpáticas quão necessárias disputas. Em favor da comparticipação do futebol madeirense nos campeonatos nacionais razões de sobra existem, além do simples e fundamental motivo exposto atrás. É que na decantada «Pérola do Atlântico» não só se cultiva o futebol. Este encontra-se ali desenvolvido e bastante, creia. No respeitante propriamente à prática desse desporto admirável, contamos com agrupamentos bem constituídos, de cujas linhas fazem parte elementos que em condições de agilidade e resistência física se reúnem. Relativamente a organização não ficamos nós atrás dos principais meios do País. (...) Vê, pois, o meu amigo, que não é de todo em todo acanhada a vida desportiva madeirense e que lhe assiste e me assiste o direito de pugnar pela sua comparticipação nos Campeonatos Nacionais de Futebol, que esforçados desportistas pensam organizar sob a direcção competente da União Portuguesa de Futebol".
Lapso a Corrigir

O jornalista d´ ‘Os Sports de Lisboa’ reconhece que se tratou apenas … de um lapso, a remediar em futuros artigos. Mas da parte de Álvaro Reis Gomes este tinha sido apenas o primeiro passo. E um ano depois, um ofício da Associação de Futebol do Funchal à União Portuguesa de Futebol, propõe as condições de participação do campeão da Madeira no campeonato de Portugal. Tudo tinha sido negociado entre Álvaro Reis Gomes, agora delegado da Associação junto da União, e Raul Nunes, dirigente deste organismo, nos termos que se seguem: - as despesas de deslocação do campeão madeirense ao continente e da permanência eram da responsabilidade da Associação funchalense; - as deslocações no continente eram da conta da União e seriam suportadas com as receitas dos jogos da prova; - 20 ou 25% da receita dos encontros em que o campeão da Madeira tomar parte pertenciam-lhe; - era dada autorização para disputa de jogos não-oficiais, sem prejuízo dos jogos do campeonato, que permitissem angariar receitas para ajudar a suportar as despesas da deslocação.
Casa em lisboa

A parte mais substancial dos encargos estavam por conta da Madeira. Daí a reacção – é proposto ao Conselho Geral da União que os encargos sejam repartidos em partes iguais entre a Associação e a União ou, na pior das hipóteses, nas proporções de 75% - 25%. A solução encontrada é a de cativar 15% da receita de todos os jogos da prova – mesmo daqueles em que o campeão da Madeira não participe – para constituir o fundo de suporte às despesas das viagens de ida e volta. É uma vitória histórica. Mas vem marcada com uma visão centralista: "Para tomar parte no campeonato de Portugal os grupos das ilhas tomam como sede a cidade de Lisboa", dita-se em ofício da União à Associação. Álvaro Reis Gomes luta até ao fim para que a comparticipação da União seja superior. E acaba conquistando a cativação de 30% de todos os jogos para a constituição do tal de fundo de ajuda à presença dos portugueses da Madeira no campeonato de Portugal.

quarta-feira, junho 02, 2010

Playoff II Divisão - 4ª Jornada


Unionistas continuam sem vencer no play-off. Próximo jogo é do tudo ou nada. Moreirense e União SAD justificaram ontem a candidatura à subida de divisão, proporcionando um espectáculo muito emotivo em Moreira de Cónegos. Um jogo de II divisão que mais parecia de Liga de Honra, com um ambiente fervoroso fora das quatro linhas.
Era isso que se esperava, aliás, até porque o Moreirense entrava para este derradeiro encontro entre-portas com a possibilidade de garantir a promoção, regressando às ligas profissionais quatro anos depois. Teria, todavia, de vencer a formação madeirense com quem tinha empatado a zeros no Funchal na primeira ronda deste play-off de subida.
Mas independentemente de terem havido oportunidades para visar a baliza com sucesso ao longo do encontro, o nulo voltou a imperar no final do desafio de ontem. Com este resultado, o União está obrigado a vencer na última jornada o Arouca, na próxima semana e esperar pelo último jogo para confirmar ou não a ascensão ao escalão secundário do futebol português. Quanto ao encontro de ontem, começou quente. Quente como o tempo e como o imenso público que se deslocou ao recinto. Os adeptos da casa não pouparam esforços para animar a formação do Moreirense, mas o União, tal como o DIÁRIO havia antecipado, também teve uma falange de apoio ruidosa que fez pela vida no apoio à equipa.
O primeiro lance de verdadeiro perigo foi protagonizado por Steve, aos 25 minutos, mas o jogador madeirense não conseguiu visar o alvo (leia-se a baliza) com sucesso. Na resposta, um livre de Eriverton encontrou Bobô que quase fez golo, mas o esférico foi embater caprichosamente na barra da baliza de Adriano, guardião unionista que foi, a par de Rúben Andrade, a melhor unidade da equipa de Daniel Quintal.
O lance embalou a turma da casa que passou a controlar as operações até ao final da primeira parte, dispôndo de boas ocasiões para fazer mexer o marcador. Primeiro foi Luís Leal a errar no remate, até que Eriverton arrancou um lance individual que Luís Leal não conseguiu concluir em golo por muito pouco, tendo o esférico embatido novamente no ferro da baliza visitante.
O União terminou a etapa inicial em dificuldades, mas reagiu muitíssimo bem no reatamento. Dois minutos apenas no segundo tempo, Luís Pinto, com um belo remate de meia-distância, quase gelou os adeptos locais, enviando a bola à barra.
A contenda entrou então numa toada de parada e resposta, com a ansiedade a ser manifestamente visível numa e noutra equipa. Adriano, guardião azul e amarelo é que se mostrava sereno, dando e sobrando para as encomendas que Bobô e companhia iam lhe enviando. E já sobre o apito final foi Rúben Andrade, de livre, que quase oferecia o triunfo aos madeirenses. A arbitragem foi rigorosa e muito bem conduzida.

Reacções
Daniel Quintal (treinador do União SAD): "Acho que foi um jogo de play-off bastante emotivo, com equipas dignas uma da outra. Pela nossa entrega e pela luta, não fomos felizes. Continuamos a sonhar, sabemos que em Arouca será como neste jogo: muito complicado. Trabalhámos desde o dia 3 de Agosto do ano passado com dignidade e muita dedicação e continuamos a acreditar que é possível atingir o nosso objectivo. Há que concentrar forças porque ainda dependemos de nós. Merecíamos uma pontinha de sorte, não fomos felizes, merecíamos ganhar, mas dou mérito ao Moreirense e parabéns às pessoas de Moreira de Cónegos por terem criado um ambiente fantástico em redor do encontro".
Jorge Casquilha (treinador do Moreirense): "A nossa intenção era que a subida acontecesse já hoje (ontem), mas continuamos em primeiro lugar, em excelente posição. Vamos ter que aguardar mais alguns dias para que esse objectivo seja concretizado. Este seria o cenário ideal para subir, em casa e num excelente ambiente".

in dnoticias.pt

Classificação
1º Moreirense 5 Pts
2º Arouca 3 Pts
3º U. Madeira 2 Pts

Chile 1962 - Nomes & Números

Anfitrião: Chile
Vencedor: Brasil
2º Lugar: Checoslováquia
3º Lugar: Chile
4º Lugar: Jugoslávia

Números da Prova:
16 Países
32 Jogos
89 Golos
2.78 Média de golos por jogo
776 000 Espectadores
24 250 Média de Espectadores por Jogo
6 Expulsões
0 Auto Golos
Participantes:
Europa: Bulgária, Checoslováquia, Espanha, Hungria, Inglaterra, Itália, Jugoslávia, RFA, Suíça e URSS
América do Sul: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai
América do Norte, Central e Caraíbas: México

Dream Team do Mundial 1962:
Schrojf (CHE) ;
Djalma Santos (BRA), Mauro (BRA), Sanchez (CHI) e Schnellinger (RFA);
Voronin (URSS) e Masopust (CHE);
Garrincha (BRA), Vavá (BRA), Albert (HUN) e B. Charlton (ING).

Melhor Marcador:
Jerkovic (JUG) - 5 Golos

Onze Base do Campeão Brasil

Chile 1962 - O que dizem as bilhardeiras?




"De que planeta veio Garrincha?"


Manchete do jornal chileno "El Mercurio"

terça-feira, junho 01, 2010

Chile 1962 - A Figura

Garrincha (Brasil)

"Não está Pelé, estou cá eu". Foi deste modo que Garrincha avisou os adversários para o que se avizinhava. O mais fantástico driblador da história do futebol teve no Chile 1962 o seu grande momento de glória. Sem o Rei, lesionado na segunda jornada da primeira fase frente à Checoslováquia, chamou a si a responsabilidade de comandar a canarinha, e não se deu mal, decidindo muitas vezes sozinho os encontros. Como maior de vários exemplos, surge o inesquecível desempenho no jogo das meias finais frente ao anfitrião Chile. No total do campeonato, marcou somente quatro golos, mas esteve directamente ligado à totalidade dos 14 apontados pela equipa. Dessa forma, não é exagero dizer que, se quatro anos antes, o Brasil ficou a dever ao aparecimento de Pelé a conquista do título mundial, então em 1962 só bisou porque teve Mané Garrincha ao seu melhor nível. Do melhor que alguma vez se viu um jogador fazer na história dos campeonatos do mundo.

100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VIII, Parte 1

Lutando pelos nacionais
Ultrapassada a crise que assolou o futebol verde-rubro entre os finais da década de 50 e meados da de 60, o Marítimo enceta uma luta decidida para conquistar um espaço definitivo em provas regulares do futebol português, assumindo-se como colectividade de dimensão nacional. Do centralismo das entidades responsáveis a nível nacional às atitudes dos rivais madeirenses, passando pelas posições dúbias de instituições desportivas diversas e pelas dificuldades materiais do projecto, os verde-rubros debatemse com imensos obstáculos. O caminho era, contudo, irreversível. Para que assim fosse, contribuíram, além da vontade do Marítimo, condições ‘alheias’ à realidade desportiva, de que são melhores exemplos a construção e funcionamento sempre em crescendo do Aeroporto do Funchal, o consequente aumento da actividade turística, o acréscimo nas remessas dos emigrantes, bem como uma situação política nacional que se ia caracterizando pela ‘abertura’ do regime. Os passos dados nesta fase da vida do clube são importantíssimos para a desejada integração. Mas antes que ela chegue, vejamos as raízes ancestrais dessa luta, bem como os caminhos trilhados para que o sonho se torne realidade.

Razões profundas

A aspiração dos maritimistas em participar plenamente nas provas nacionais de futebol, percorre toda a vida da colectividade e tem manifestações muitas claras desde seu o início. Uma circunstância que se compreende pelo facto da Madeira ter sido – principalmente através do Marítimo, cujo futebol chegou a ter fama de imbatível – nas duas primeiras décadas do século XX, um dos principais centros de divulgação e desenvolvimento do futebol português.
Provas insuficientes

Essa realidade não foi suficiente para que os detentores do ‘poder desportivo-futebolístico’ olhassem para a Madeira – para o seu clube campeão, o Marítimo – com justiça. O primeiro campeonato de Portugal (1921/22, vitória do Porto), não contemplou, apesar do seu vencedor ser apurado numa ‘poule’ final, a participação do representante da Madeira. Do ponto de vista dos madeirenses isso era, de todo, intolerável.