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domingo, julho 01, 2012

EURO'2012 (Final): Fúria espanhola alcança dobradinha


(Silva 14', Jordi Alba 41', Torres 84', Mata 88')

A Espanha acabou de sagrar-se bicampeã europeia, após bater a Itália por 4-0 no Olímpico de Kiev. Os espanhóis dominaram o encontro e praticamente resolveram a partida com um primeiro tempo de eficácia sublime. Assim, "la roja" entra definitivamente para a história do futebol, visto que tornou-se na primeira selecção a conquistar três grandes competições consecutivas (EURO'2008, MUNDIAL'2010 e EURO'2012).

«La gente canta con ardor, Que Viva España!». Assim canta Manolo Escobar, assim festejam os espanhóis. Na noite de todas as decisões, em Kiev, a Espanha entrou a grande velocidade e muito perigosa, face a uma selecção transalpina sempre difícil de defrontar. Os espanhóis, sempre com o seu futebol rendilhado, culminaram o domínio inicial com um golo aos 14 minutos. Cesc Fàbregas progrediu pelo lado direito, efectuou o cruzamento e David Silva, de cabeça, inaugurou o marcador. 1-0 e a Itália a ver a sua vida andar para trás.
A Espanha não deu hipóteses à "squadra azzurra".
As dificuldades transalpinas aumentaram quando Prandelli, pouco tempo depois de sofrer o golo, teve de retirar Chiellini, por lesão. A Itália defendia-se como podia e tentava responder. Aos 33 minutos, Cassano esteve à beira do empate. Remate em força do avançado do AC Milan e Casillas a segurar com eficácia. Ora, dizem que «quem não marca, sofre». Dito e feito, por Jordi Alba. Aos 41 minutos, o defesa esquerdo fez o 2-0. Lançado por Xavi, ultrapassou dois adversários em velocidade e, perante a saída de Buffon dos postes, deu um toque subtil na bola.

No segundo tempo, a Espanha continuou a mostrar classe perante uma Itália que voltou a sofrer um enorme contratempo. Cesare Prandelli esgotou as alterações aos 56 minutos, com a entrada de Thiago Motta, um jogador que se lesionou após algum tempo em campo. A Itália passou a jogar com 10. Pedia-se espírito de luta aos transalpinos, numa altura em que em Kiev já se ouviam "vivas" a Espanha.
"La roja" tornou-se na primeira selecção a conquistar três competições consecutivas.
Até ao final, a Itália não conseguiu mudar o rumo da história e ainda sofreu mais dois golos, de dois jogadores que saltaram do banco. Fernando Torres fez o 3-0, aos 84 minutos, voltando a marcar numa final, depois de 2008, e foi a tempo de arrebatar a Bota de Ouro, referente ao melhor marcador. Mas Juan Mata também entrou na festa e conseguiu marcar o 4-0, selando assim o resultado mais desequilibrado de sempre numa final das grandes competições de selecções. Goleada à moda espanhola, golpe duro para os transalpinos.

A Espanha era o alvo a abater, mas derrotou tudo e todos. "La roja", com três títulos conquistados, junta-se à Alemanha como a selecção com mais sucesso nos Europeus. No entanto é a primeira a conseguir revalidar o título de campeã continental, confirmando desta forma a hegemonia no futebol mundial.

ESPANHA: Casillas, Arbeloa, Piqué 25', Ramos, Alba, Busquets, Alonso, Xavi, Iniesta (Mata 87'), Silva (Pedro 59'), Fàbregas (Torres 75').

ITÁLIA: Buffon, Abate, Barzagli 45', Bonucci, Chiellini (Balzaretti 21'), De Rossi, Pirlo, Marchisio, Montolivo (Motta 57'), Cassano (Di Natale 46'), Balotelli.

ESTATÍSTICA (ESP / ITA):
Posse de Bola (%): 52 / 48
Remates (À Baliza): 14 (9) / 11 (6)
Golos Marcados: 4 / 0
Cantos: 3 / 3
Foras-de-Jogo: 3 / 3
Faltas Cometidas: 17 / 10
Cartões Amarelos: 1 / 1
Cartões Vermelhos: 0 / 0

MELHOR EM CAMPO:
Andrés Iniesta (ESP)

CAMPEÕES:
EURO'1960 - URSS
EURO'1964 - Espanha
EURO'1968 - Itália
EURO'1972 - República Federal da Alemanha
EURO'1976 - Checoslováquia
EURO'1980 - República Federal da Alemanha
EURO'1984 - França
EURO'1988 - Holanda
EURO'1992 - Dinamarca
EURO'1996 - Alemanha
EURO'2000 - França
EURO'2004 - Grécia
EURO'2008 - Espanha
EURO'2012 - Espanha

Fontes: uefa.comzerozero.pt

EURO'2012 (Final): Tira-teimas no reencontro final


FINAL
ItáliaEspanhaESPANHA x ITÁLIA
Estádio Olímpico de Kiev, às 19H45 (RTP 1)
Árbitro: Pedro Proença (POR)

Três semanas depois da estreia na fase final do EURO'2012 com um empate 1-1 em Gdansk, Espanha e Itália voltam a encontrar-se, agora no Estádio Olímpico de Kiev, para discutirem o título europeu. "La roja" pode fazer história se vencer um grande torneio pela terceira vez consecutiva, mas para tal terá de ultrapassar uma equipa da Itália que não consegue derrotar em 90 minutos de um jogo oficial desde 1920. Tudo para decidir a partir das 19H45, sob a arbitragem do português Pedro Proença.

PALCO. O renovado Olímpico de Kiev tem capacidade
para 65.000 espectadores.
EQUIPAS PROVÁVEIS:
Espanha:
Casillas.
Arbeloa, Piqué, Ramos, Alba.
Busquets, Alonso, Xavi.
Silva, Fàbregas, Iniesta.
Itália:
Buffon.
Abate, Barzagli, Chiellini, Balzaretti.
Pirlo, De Rossi, Marchisio, Montolivo.
Cassano, Balotelli.

PERCURSO DOS FINALISTAS:
FÚRIA ESPANHOLA. A selecção orientada por Vicente
del Bosque procura entrar na história do futebol.
Espanha (3 V - 2 E - 0 D)
FASE DE GRUPOS (Grupo C):
Jornada 1 vs. Itália (1 x 1)
Jornada 2 vs. Irlanda (4 x 0)
Jornada 3 vs. Croácia (1 x 0)
QUARTOS-DE-FINAL:
vs. França (2 x 0)
MEIAS-FINAIS:
vs. Portugal (0 x 0) *
* Espanha venceu 4 x 2 nas grandes penalidades.

SURPRESA. A "squadra azzurra" voltou a surpreender
neste EURO'2012. O génio de Pirlo e a loucura de Balotelli
guiaram os transalpinos até à final de Kiev.
Itália (2 V - 3 E - 0 D)
FASE DE GRUPOS (Grupo C):
Jornada 1 vs. Espanha (1 x 1)
Jornada 2 vs. Croácia (1 x 1)
Jornada 3 vs. Irlanda (2 x 0)
QUARTOS-DE-FINAL:
vs. Inglaterra (0 x 0) *
MEIAS-FINAIS:
vs. Alemanha (2 x 1)
* Itália venceu 4 x 2 nas grandes penalidades.

ENGUIÇO. Desde 1920 que a Espanha não bate os italianos
em 90 minutos de partidas oficiais.
ENCONTROS ANTERIORES (EUROPEUS):
Fase de Grupos EURO'1980
Espanha 0 x 0 Itália
Fase de Grupos EURO'1988
Itália 1 x 0 Espanha (Vialli 13')
Quartos-de-Final EURO'2008
Espanha 0 x 0 Itália (4 x 2, gp)
Fase de Grupos EURO'2012
Espanha 1 x 1 Itália (Fàbregas 64'; Di Natale 61')

Fonte: uefa.com

quinta-feira, junho 28, 2012

EURO'2012 (Meias-Finais): Mamma mia, Super Mario!


(Özil 90'+2 p; Balotelli 20', 36')

O génio de Mario Balotelli reapareceu e a "squadra azzurra" está na final do EURO'2012. Os italianos bateram a favorita Alemanha por 2-1 e vão voltar a encontrar a selecção espanhola no próximo domingo, depois do confronto inicial na fase de grupos.

Diz o povo que de génios e de loucos todos temos um pouco. Há até quem diga que Balottelli de louco tem muito, mas hoje o avançado italiano foi acima de tudo um génio à solta, um verdadeiro Super Mario. Marcou o primeiro golo do jogo, de cabeça, a corresponder à brilhante assistência de Cassano. Pouco tempo depois deixou os transalpinos muito perto da final, com um fulminante remate de fora da área, que Neuer não teve a mínima hipótese de defender. Brilhante Mario!
Mario Balotelli marcou os dois golos italianos frente à Alemanha.
Com dois golos de vantagem, a "squadra azzurra" sentia-se confortável no jogo, perante uma selecção alemã que não tinha ideias para desmontar a teia italiana. A poderosa "mannschaft" entrou forte na etapa complementar, criando algumas situações de golo, mas ora "Gigi" Buffon, ora a defesa "azzurra" resolviam os problemas. Após alguns minutos de domínio germânico, a Itália voltou a acertar marcações e até esteve muito perto do 3-0, com perigosos contra-ataques a colocarem em sentido a formação de Joaquin Löw.

No entanto, os jogadores italianos mostraram-se perdulários na hora de finalizar e já em tempo de desconto veriam a Alemanha reduzir, através de grande penalidade, superiormente cobrada por Özil. Tarde de mais para a "mannschaft", que continua sem conseguir bater a Itália em oito jogos oficiais (4 derrotas e outros tantos empates). O conjunto de Cesare Prandelli está na final de Kiev, onde vai defrontar a Espanha, campeã mundial e europeia em título.

ALEMANHA: Neuer, Boateng (Müller 71'), Hummels 90'+4, Badstuber, Lahm, Khedira, Schweinsteiger, Kroos, Özil, Podolski (Reus 46'), Gomez (Klose 46').

ITÁLIA: Buffon, Balzaretti, Bonucci 61', Barzagli, Chiellini, De Rossi 84', Pirlo, Marchisio, Montolivo (Motta 64', 89'), Cassano (Diamanti 58'), Balotelli 37' (Di Natale 70').

ESTATÍSTICA (ALE / ITA):
Posse de Bola (%): 53 / 47
Remates (À Baliza): 15 (8) / 10 (5)
Golos Marcados: 1 / 2
Cantos: 14 / 0
Foras-de-Jogo: 0 / 2
Faltas Cometidas: 13 / 19
Cartões Amarelos: 1 / 4
Cartões Vermelhos: 0 / 0

MELHOR EM CAMPO:
Andrea Pirlo (ITA)

SELECÇÕES QUALIFICADAS PARA A FINAL:
Espanha, Itália.

Fonte: uefa.com

quarta-feira, junho 27, 2012

EURO'2012 (Meias-Finais): La Roja acaba com sonho luso


(2 x 4, Grandes Penalidades)

Chegou ao fim a brilhante caminhada portuguesa em solo polaco e ucraniano. A Espanha apurou-se para a final do EURO'2012, após bater a selecção das quinas na lotaria das grandes penalidades, depois de um encontro pautado pelo equilibrio. Portugal demonstrou enorme carácter mas acabou por sucumbir perante a campeã europeia e mundial em título.

A história de séculos moldou as fronteiras dos países da Península e determinou entre eles uma rivalidade ancestral. Havia uma presença na final para garantir e, por isso, Portugal e Espanha tentaram resolver o jogo desde cedo. A primeira parte não teve golos, mas foi bem jogada entre duas selecções que procuraram não errar. Portugal foi tentando, quase sempre, empurrar a Espanha para longe da sua área, mas o "tiki-taka" lá ia aparecendo. Iniesta e Arbeloa deram os primeiros sinais de perigo, mas os lusos responderam de imediato através do capitão Ronaldo.
Num jogo equilibrado, Portugal mostrou carácter perante o vizinho espanhol.  
Até ao descanso, a pressão inteligente de Portugal intensificou-se e obrigou a selecção espanhola a procurar outras soluções para fazer a bola chegar ao último terço luso, nomeadamente jogo directo, no entanto sem surtir efeito, porque Pepe e Bruno Alves deram sempre conta do recado.

O mesmo cenário manteve-se no regresso dos balneários com a Espanha a circular a bola e Portugal a tentar sair com perigo para o ataque. O relógio, esse, avançava e a questão física começava a imperar numa partida que teve 48 mil adeptos no Donbass Arena. A Espanha aparentou estar mais desgastada, até porque teve menos dias de recuperação do que Portugal, face aos encontros dos quartos-de-final.

Quem não se importou com isso foi Ronaldo que ia pedindo aos colegas para subir no terreno. Aos 71 minutos, os corações portugueses e espanhóis ficaram em suspense. Ronaldo sofreu falta em "carreira de tiro". O estádio fez silêncio para ver o que ia sair dos pés do madeirense e, verdade seja dita, a bola não saiu muito longe da baliza de Casillas. Manteve-se o nulo e o jogo seguiu para tempo extra.
La Roja fez a festa após a lotaria das grandes penalidades.
Aí o desgaste foi notório, a Espanha foi melhor mas tudo acabou por ser resolvido na lotaria dos penáltis. Xabi Alonso viu Patrício defender com categoria, mas Moutinho não fez melhor e permitiu a defesa de Casillas. Depois foi a vez de Iniesta e Pepe, que não falharam. No terceiro pontapé, Piqué não falhou, tal como Nani. Seguiu-se Sergio Ramos que não tremeu e marcou "à Panenka".

Os nervos passaram para Bruno Alves. Ele não podia errar, mas errou. O defesa luso partiu para a bola e atirou com estrondo na barra. Os ferros também tiveram uma palavra, neste caso a última, no derradeiro pontapé de Fàbregas. O médio do Barcelona atirou para o fundo da baliza. A Espanha levou a melhor sobre Portugal e irá defender o título no próximo domingo.

PORTUGAL: Patrício, Pereira 64', Pepe 61', Alves 86', Coentrão 45'+1, Veloso 90'+3 (Custódio 106'), Meireles (Varela 113'), Moutinho, Nani, Ronaldo, Almeida (Oliveira 81').

ESPANHA: Casillas, Arbeloa 84', Piqué, Ramos 40', Alba, Busquets 60', Alonso 113', Xavi (Pedro 87'), Silva (Navas 60'), Iniesta, Negredo (Fàbregas 54').

ESTATÍSTICA (POR / ESP):
Posse de Bola (%): 43 / 57
Remates (À Baliza): 10 (2) / 11 (5)
Golos Marcados: 0 / 0
Cantos: 6 / 7
Foras-de-Jogo: 2 / 3
Faltas Cometidas: 31 / 21
Cartões Amarelos: 5 / 4
Cartões Vermelhos: 0 / 0

GRANDES PENALIDADES (POR / ESP):
Moutinho / Alonso
Pepe / Iniesta
Nani / Piqué
Alves / Ramos
- / Fàbregas

MELHOR EM CAMPO:
Sergio Ramos (ESP)

Fontes: uefa.comzerozero.pt

Bola Fora #18: Quadrado ao meio para conter a fúria espanhola


por Octávio Lousada Oliveira


Esta quarta-feira a selecção nacional vai ter de regressar à génese do seu futebol, ao arquétipo sobre o qual a sua filosofia se foi sedimentando para poder vencer a Espanha. E não me refiro à postura do Portugal dos pequeninos que amiúde se evoca mas, tão-só, a uma forma de encarar a partida. Perceber que a bola não queima e tratá-la como uma amiga.

É no meio-campo que reside a grande virtude da Roja e é justamente aí que Portugal mais fica a dever à selecção do país vizinho. Vicente del Bosque continua a ser um homem questionável – como qualquer outro -, mas sublinho que fez da fraqueza aparente dos seus comandados (a ausência de David Villa e da capacidade de concretização que acrescenta) uma força, isto é, estendeu o carrossel até à linha de ataque. Iniesta descaiu declaradamente para o flanco esquerdo, colou o Messi dos pobres, David Silva, à direita e improvisou um 9,5 com Cesc Fàbregas. Perdeu profundidade e acutilância em relação ao onze do Mundial 2010, mas ganhou mais (!) capacidade de circulação. Inócua, por vezes – o que também é importante recordar -, mas com uma qualidade e uma precisão impressionantes.

Continua a jogar com um falso duo de médios-defensivos, uma vez que, em teoria, seria Xabi Alonso a juntar-se a Sergio Busquets mas, na prática, é Xavi (o homem que define a métrica da poesia espanhola) a baixar no terreno e a pegar desde cedo no jogo, aproximando-se do companheiro do Barcelona no início da construção.


A partir daí, é vê-los “tocar”, “tocar”, “tocar”, até à exaustão do adversário. À mínima brecha, surge um passe de ruptura e aparece um “qualquer” Silva, Iniesta ou Fàbregas na cara do guarda-redes adversário.

Mas José Mourinho tem razão. Esta é uma das (muitas) formas possíveis de conceber o jogo. Não é a única. Os tudólogos do Google é que não conhecem outras e deixam-se levar pelos modismos da Sport TV ou dos jornais catalães. A viagem de Lisboa ao Porto pode ser feita de diversas maneiras. De automóvel, de comboio e, eventualmente, de avião. Uma mais autónoma, outra mais económica e outra mais rápida. Mas qualquer delas tem alguma beleza subjacente.

Portugal pode, perfeitamente, terminar o encontro de Donetsk com 30% de posse de bola e, mesmo assim, não conceder veleidades à armada espanhola. Difícil mas não impossível.

Determinante será o posicionamento de Nani. Terá de ser ele a juntar-se a Veloso, Moutinho e Meireles quando Portugal precisar de uma segunda linha defensiva a quatro. Mais: terá de ir até ao fim do mundo com Jordi Alba, porque João Pereira já terá trabalho de sobra com Iniesta. Ronaldo, esse, convém que esteja mais livre para as transições rápidas e para “empurrar” os elementos mais recuados da Espanha para a sua área ou, pelo menos, para os amedrontar quando ousarem sair da zona de conforto com a bola nos pés, como faz regularmente Piqué, por exemplo.


Por último, uma palavra para Paulo Bento. Qualquer mensagem motivacional para este desafio será redundante. A vontade de vencer estará certamente em patamares elevadíssimos e uma palavra errada nos minutos que antecedem o jogo poderá ter um efeito desastroso. No entanto, o antigo treinador do Sporting joga nestas meias-finais a afirmação internacional. A jovem raposa pode ser promovida a predador táctico de primeira linha se conseguir cercear a fúria espanhola.

Nesta batalha em que história, orgulho e paixão descerão ao relvado, outro ponto de interesse passará por sabermos se a Bola de Ouro vai regressar à Madeira. Para bem de Cristiano Ronaldo e, acima de tudo, deste Portugal, que de pequenino só tem a síndrome, vamos acreditar que sim.

publicado em desacordo.net

EURO'2012 (Meias-Finais): Mannschaft procura contrariar história


ItáliaAlemanhaMeia-Final 2 (28 de Junho)
ALEMANHA x ITÁLIA
(Estádio Nacional de Varsóvia, às 19H45)


GERALEMANHA
1. Neuer
20. Boateng 5. Hummels 14. Badstuber 16. Lahm
6. Khedira 7. Schweinsteiger
13. Müller 8. Özil 10. Podolski
23. Gomez

Análise: Esta selecção alemã pode não ser tão emocionante quanto a de há dois anos, na África do Sul, mas a culpa não é totalmente sua. Os desempenhos impressionantes nos últimos tempos valeram à Alemanha o respeito dos adversários e o seleccionador Joachim Löw teve de lidar com equipas – mesmo as mais ofensivas, como a Holanda – a jogarem muito recuadas no terreno.

Como resultado, a Alemanha já não desfruta do espaço que teve em 2010, mas o 4x2x3x1 germânico continua a ultrapassar até os mais difíceis obstáculos, como já demonstrou na Polónia e Ucrânia. No entanto, a "mannschaft" tem agora pela frente um adversário que nunca venceu em jogos oficiais, sendo previsível que volte a encontrar muitas dificuldades para superar uma Itália motivada.
Jogador-Chave: Peça fulcral no meio-campo alemão, Mesut Özil tornou-se num elemento preponderante nas acções ofensivas da "mannschaft". Alia a sua enorme capacidade de "visão" a uma extraordinária qualidade de passe, ele que soma três assistências para golos importantes neste EURO'2012. Assim, se os italianos concederem-lhe liberdade para executar, poderá desbloquear o encontro a qualquer instante.

ITAITÁLIA
1. Buffon
7. Abate 15. Barzagli 3. Chiellini 6. Balzaretti
8. Marchisio 21. Pirlo 16. De Rossi
18. Montolivo
10. Cassano 9. Balotelli

Análise: A derrota diante da Rússia e a lesão nos gémeos que impossibilitou Andrea Barzagli de alinhar nos dois primeiros encontros da fase de grupos forçou Prandelli a mudar o seu tradicional 4x3x1x2 para um 3x5x2, com o médio De Rossi a descer do meio-campo para o centro da defesa, composto por três elementos.

A Itália dispôs de bastante posse de bola e criou algumas oportunidades de golo neste sistema, mas acabou por somar dois empates (1-1), depois de ter estado a vencer por 1-0 nos primeiros jogos. Com o regresso de Barzagli, Prandelli voltou ao seu sistema táctico preferido e somou a primeira vitória na prova, frente à Irlanda, antes de controlar por completo o jogo dos quartos-de-final, frente à Inglaterra.
Jogador-Chave: Andrea Pirlo foi o maestro da selecção italiana que conquistou o Campeonato do Mundo de 2006 e a sua influência na equipa continua a ser tão forte como sempre. Ao longo do torneio coordenou as operações do meio-campo da "squadra azzurra", efectuando um sem número de passes com conta, peso e medida, determinantes para os resultados obtidos pela equipa. Entre os seus momentos de maior magia, destaque para o penálti "à Panenka" marcado com todo o sangue frio do mundo no desempate por grandes penalidades frente à Inglaterra, nos quartos-de-final.

ENCONTROS ANTERIORES (EUROPEUS):
Alemanha 1 x 1 Itália (Düsseldorf, 10/06/1988 - Fase de Grupos EURO'1988)
(Brehme 55'; Mancini 52')
Itália 0 x 0 Alemanha (Manchester, 19/06/1996 - Fase de Grupos EURO'1996)

REGISTO EM MEIAS-FINAIS (EUROPEUS):
ALEMANHA
14/06/1972 - Bélgica 1 x 2 RFA (Deurne - EURO'1972)
(Polleunis 83'; Müller 24', 71')
17/06/1976 - Jugoslávia 2 x 4 RFA [ap] (Belgrado - EURO'1976)
(Popivoda 19', Dzajic 30'; Flohe 64', Müller 82', 115', 119')
21/06/1988 - RFA 1 x 2 Holanda (Hamburgo - EURO'1988)
(Matthäus 55'; Koeman 74', Van Basten 88')
21/06/1992 - Suécia 2 x 3 Alemanha (Solna - EURO'1992)
(Brolin 64' p, Andersson 89'; Hässler 11', Riedle 59', 88')
26/06/1996 - Alemanha 1 x 1 Inglaterra [6 x 5, gp] (Londres - EURO'1996)
(Kuntz 16'; Shearer 3')
25/06/2008 - Alemanha 3 x 2 Turquia (Basileia - EURO'2008)
(Schweinsteiger 26', Klose 79', Lahm 90'; Boral 22', Semih Sentürk 86')

ITÁLIA
05/06/1968 - Itália 0 x 0 URSS [ap] * (Nápoles - EURO'1968)
* Itália venceu na moeda ao ar.
22/06/1988 - URSS 2 x 0 Itália (Estugarda - EURO'1988)
(Lytovchenko 58', Protasov 62')
29/06/2000 - Itália 0 x 0 Holanda [3 x 1, gp] (Amesterdão - EURO'2000)

Fonte: uefa.com

terça-feira, junho 26, 2012

EURO'2012 (Meias-Finais): Duelo ibérico à lupa


EspanhaPortugalMeia-Final 1 (27 de Junho)
PORTUGAL x ESPANHA
(Estádio Donbass Arena, às 19H45)

PORPORTUGAL
12. Patrício
21. Pereira 3. Pepe 2. Alves 5. Coentrão
4. Veloso
16. Meireles 8. Moutinho
17. Nani 9. Almeida 7. Ronaldo

Análise: Paulo Bento levou a palavra estabilidade a um novo patamar e apresentou a mesma equipa nos quatro jogos realizados na prova até ao momento, seis se levarmos em conta ambas as mãos do playoff com a Bósnia e Herzegovina, em Novembro. No entanto, não poderá escalar os mesmos jogadores pela sétima vez seguida devido à lesão de Hélder Postiga na coxa direita. Bento promete não mudar a identidade do conjunto das quinas, logo o sistema de 4x1x2x3 deve manter-se. Hugo Almeida será o escolhido para desempenhar a função de avançado-centro.
Jogador-Chave: Cristiano Ronaldo fez jus à reputação de craque-mor do torneio em grande estilo, ao fazer a diferença com os dois golos marcados diante dos holandeses e com o tento decisivo frente à República Checa nos quartos-de-final. Com um registo verdadeiramente impressionante, CR7 faz da sua velocidade e capacidade de execução duas das principais armas apontadas à baliza espanhola.

ESPESPANHA
1. Casillas
17. Arbeloa 3. Piqué 15. Ramos 18. Alba
16. Busquets 14. Alonso
21. Silva 8. Xavi 6. Iniesta
10. Fàbregas

Análise: A Espanha começou todos os seus jogos em 4x2x3x1, com os laterais a subirem no terreno e um dos médios mais posicionais, Sergio Busquets ou Xabi Alonso, a recuar para ficar entre Piqué e Sergio Ramos, de modo a permitir que a "roja" ataque em 3x4x3. O debate não tem sido sobre a táctica em si, mas sim sobre se é mais benéfica a colocação em campo de um avançado-centro tradicional, como Fernando Torres, ou de um "falso n.º 9", aqui representado por Fàbregas. Imune às críticas, o conceituado Vicente del Bosque deve voltar a apostar no jogador blaugrana na partida frente a Portugal, tal como fez nos quartos-de-final perante a selecção francesa.
Jogador-Chave: Andrés Iniesta tem sido fundamental na selecção espanhola há muitos anos, mas voltou a subir a fasquia e a destacar-se como um jogador notável, daquela elite de futebolistas que traz sempre algo de especial ao jogo. Quase sem excepção, é ele quem cria os principais desequilíbrios no ataque espanhol, aplicando depois um dos seus melhores atributos: enorme qualidade de passe.

ENCONTROS ANTERIORES (EUROPEUS):
PORTUGAL 1 x 1 Espanha (Marselha, 17/06/1984 - Fase de Grupos EURO'1984)
(Sousa 52'; Santillana 73')
Espanha 0 x 1 PORTUGAL (Lisboa, 20/06/2004 - Fase de Grupos EURO'2004)
(Nuno Gomes 57')

REGISTO EM MEIAS-FINAIS (EUROPEUS):
PORTUGAL
23/06/1984 - França 3 x 2 Portugal (Marselha - EURO'1984)
(Domergue 24', 114', Platini 119'; Jordão 74', 98')
28/06/2000 - França 2 x 1 Portugal (Bruxelas - EURO'2000)
(Henry 51', Zidane 117' p; Nuno Gomes 19')
30/06/2004 - Portugal 2 x 1 Holanda (Lisboa - EURO'2004)
(Cristiano Ronaldo 28', Maniche 58'; Jorge Andrade 63' ag)

ESPANHA
17/06/1964 - Espanha 2 x 1 Hungria (Madrid - EURO'1964)
(Pereda 35', Amaro 112'; Nagy 84')
24/06/1984 - Dinamarca 1 x 1 Espanha [4 x 5, gp] (Lyon - EURO'1984)
(Lerby 7'; Maceda 67')
26/06/2008 - Rússia 0 x 3 Espanha (Viena - EURO'2008)
(Xavi 50', Güiza 73', Silva 82')

Fonte: uefa.com

domingo, junho 24, 2012

EURO'2012 (Quartos-de-Final): Classe italiana vence nos penáltis


(2 x 4, Grandes Penalidades)

Precisamente oito anos depois, a Inglaterra volta a ceder nos quartos-de-final de um Europeu, novamente no desempate por grandes penalidades. Em 2004 Portugal mandou os ingleses para casa, agora coube à Itália repetir a façanha. A equipa de Cesare Prandelli merece por completo o triunfo, que pecou por tardio, visto que foi a selecção que mais procurou a passagem para as meias-finais, onde agora vai encontrar a Alemanha.

Ainda que sem golos, a primeira parte em Kiev foi entretida, com domínio repartido e algumas situações perigosas nas duas áreas. Destaque para a do italiano De Rossi, logo aos três minutos, que desferiu um remate sensacional ao poste da baliza inglesa, e para a resposta célere dos "três leões", com Glen Johnson a surgir em zona frontal e a permitir uma defesa de grande nível ao intransponível Buffon.
Os italianos voltaram a superiorizar-se nos penáltis e estão nas meias-finais.
No segundo tempo, a partida desenrolou-se sob o domínio total da Itália, numa espécie de contranatura às tradições transalpinas. A Inglaterra jogava "à italiana" e raramente incomodou Buffon, excepção a uma aparição de Young na área a atirar ao lado, ou um livre de Gerrard que ameaçou trair o guarda-redes da Juventus, sem consequências. Já a "squadra azzurra" tentou desbloquear o marcador várias vezes, mas revelou pouca eficácia nos momentos decisivos.

Assim, pela primeira vez neste Europeu, chegava-se ao fim dos 90 minutos com um nulo no marcador, levando o último encontro dos quartos-de-final a prolongamento, onde apenas houve a registar um cruzamento mal calculado de Diamanti, aos 100', que acabou no poste da baliza inglesa, e um golo de Nocerino bem anulado por Bertino Miranda, auxiliar de Pedro Proença.

No momento das grandes penalidades, foi Montolivo o primeiro a falhar e a colocar a Itália à beira da eliminação. No entanto, Young começou por deixar tudo igual e Ashley Cole veria Buffon segurar o seu remate com enorme tranquilidade. Diamanti bateu a última grande penalidade e apurou a Itália para as meias-finais. Pelo meio, Andrea Pirlo voltou a mostrar toda a sua classe ao executar um penálti "à Panenka".

INGLATERRA: Hart, Johnson, Terry, Lescott, Cole, Parker (Henderson 94'), Gerrard, Milner (Walcott 61'), Young, Rooney, Welbeck (Carroll 60').

ITÁLIA: Buffon, Abate (Maggio 90'+1, 94'), Bonucci, Barzagli 82', Balzaretti, Pirlo, De Rossi (Nocerino 80'), Marchisio, Montolivo, Cassano (Diamanti 78'), Balotelli.

ESTATÍSTICA (ING / ITA):
Posse de Bola (%): 36 / 64
Remates (À Baliza): 9 (4) / 35 (20)
Golos Marcados: 0 / 0
Cantos: 3 / 7
Foras-de-Jogo: 1 / 2
Faltas Cometidas: 15 / 11
Cartões Amarelos: 0 / 2
Cartões Vermelhos: 0 / 0

GRANDES PENALIDADES (ING / ITA):
Gerrard / Balotelli
Rooney / Montolivo
Young / Pirlo
Cole / Nocerino
- / Diamanti

MELHOR EM CAMPO:

SELECÇÕES QUALIFICADAS PARA AS MEIAS-FINAIS:
Portugal, Alemanha, Espanha, Itália.

Fonte: uefa.com

sábado, junho 23, 2012

EURO'2012 (Quartos-de-Final): Espanhóis agendam batalha ibérica


(Alonso 19', 90'+1 p)

A Espanha venceu a selecção francesa por 2-0 e é o próximo adversário de Portugal no EURO'2012. Os espanhóis dominaram a partida, diante de um conjunto francês tímido e que não assustou Iker Casillas. Assim, "La Roja" carimbou a passagem para as meias-finais e agenda mais um duelo ibérico com a selecção das quinas.

Vicente del Bosque regressou à base. Sentou Fernando Torres no banco e devolveu a posição de "falso" avançado a Fàbregas, tal como frente à Itália. A selecção francesa entrou para tentar parar o "carrossel" espanhol, mas esteve longe de conseguir. Mesmo sem criar grandes situações de golo, a Espanha adiantou-se no marcador aos 19'. Jordi Alba cruzou e encontrou ao segundo poste Xabi Alonso, que cabeceou com sucesso na sua centésima internacionalização.
Portugal vai defrontar a "fúria espanhola" nas meias-finais.
A candidata França era um espelho do branco neutro que vestia. Sem ideias ofensivas e em dificuldades defensivas, só Ribéry parecia capaz de vestir a pele de líder e, dois séculos depois, lançar uma espécie de Revolução sobre o trono espanhol. Mas era pouco, muito pouco. Do primeiro tempo anotou-se apenas um livre de Cabaye, aos 32 minutos, que Casillas calculou bem e defendeu para canto. Na segunda parte, um cabeceamento de Debuchy - Ribéry cruzou, pois claro - foi o melhor que os franceses conseguiram para tentar mudar o curso da história, assim como nova iniciativa de Ribéry, detida por Iker Casillas.

Aos 91 minutos, Xabi Alonso arrumou a questão, com o 2-0, de grande penalidade, depois de Réveillère ter derrubado Pedro. E assim, dois anos depois, os destinos ibéricos voltam a cruzar-se num grande palco. Portugal, unido em volta do "Rei" Ronaldo, já conquistador em Espanha, enfrenta o vizinho com o sabor da injustiça ainda a moer no âmago das recordações.

ESPANHA: Casillas, Arbeloa, Piqué, Ramos 31', Alba, Busquets, Alonso, Xavi, Silva (Pedro 65'), Iniesta (Cazorla 84'), Fàbregas (Torres 67').

FRANÇA: Lloris, Réveillère, Rami, Koscielny, Clichy, M'Vila (Giroud 79'), Cabaye 42', Debuchy (Ménez 64', 76'), Malouda (Nasri 65'), Ribéry, Benzema.

Dois anos depois, Portugal e Espanha voltam a encontrar-se
numa grande competição.
ESTATÍSTICA (ESP / FRA):
Posse de Bola (%): 55 / 45
Remates (À Baliza): 9 (5) / 4 (1)
Golos Marcados: 2 / 0
Cantos: 7 / 3
Foras-de-Jogo: 6 / 1
Faltas Cometidas: 6 / 12
Cartões Amarelos: 1 / 2
Cartões Vermelhos: 0 / 0

MELHOR EM CAMPO:

Fonte: uefa.com, henricartoon

sexta-feira, junho 22, 2012

EURO'2012 (Quartos-de-Final): Gregos atropelados pelo poderio germânico


(Lahm 39', Khedira 61', Klose 68', Reus 74'; Samaras 55', Salpingidis 89' p)

A Alemanha venceu a Grécia de Fernando Santos e está nas meias-finais do Campeonato da Europa. Triunfo justo de um equipa alemã que dominou por completo o encontro disputado em Gdansk, perante uns gregos que raramente conseguiram ombrear com o poderio germânico. A "mannschaft" aguarda agora pela Inglaterra ou Itália nas "meias" do EURO'2012.

Na noite em que os alemães regressaram à cidade onde começaram a II Guerra Mundial, não perderam tempo para colocar em sentido os "soldados" gregos. Mesmo com três alterações no onze, todas na "troika" de ataque, só deu Alemanha na primeira parte e o único golo foi um gesto de simpatia alemã para uma Grécia que praticamente só defendeu.

A "mannschaft" criou várias ocasiões de golo, com destaque para a de Klose, aos quatro minutos, ou o remate forte de Reus directamente para fora, aos 25 minutos. Eram sucessivos avisos da Alemanha para o acto formal, que acabou por surgir aos 39 minutos por intermédio do capitão Philipp Lahm, colocando um sentimento de justiça no marcador.
A "mannschaft" não deu grandes hipóteses ao conjunto de Fernando Santos. 
Até ao descanso a resistência grega foi a nota de destaque e nem o golo fez Fernando Santos desmontar a estratégia. Na segunda parte, porém, o português assumiu o risco e mexeu no xadrez helénico com uma dupla substituição. A Grécia continuava amarrada às regras alemãs, mas acabou por fazer o golo. Salpingidis lançou um contra-ataque rápido e depois cruzou para Samaras, que à ponta-de-lança desviou para o fundo da baliza de Neuer. Estava feito o empate e era a surpresa em Gdansk.

Mas a festa grega durou pouco. Aos 61 minutos a Alemanha voltou à liderança por Sami Khedira, que sem marcação rematou de primeira para fazer o 2-1. A Grécia ainda tentou voltar a surpreender, mas foi a Alemanha que voltou a marcar, sete minutos depois. Livre de Özil, saída intempestiva de Sifakis dos postes - a lembrar Ricardo - e Klose, sorrateiro, a aproveitar da melhor maneira.

Os gregos estavam perdidos e os alemães dilataram a vantagem, aos 74', através de Reus. O melhor que a Grécia conseguiu foi reduzir através da marca dos 11 metros. Dimitris Salpingidis marcou o segundo golo grego, insuficiente para disfarçar a evidente supremacia alemã.

ALEMANHA: Neuer, Boateng, Hummels, Badstuber, Lahm, Khedira, Schweinsteiger, Özil, Reus (Götze 80'), Schürrle (Müller 67'), Klose (Gomez 80').

GRÉCIA: Sifakis, Torossidis, Papastathopoulos 75', K. Papadopoulos, Tzavellas (Fotakis 46'), Maniatis, Makos (Liberopoulos 72'), Katsouranis, Ninis (Gekas 46'), Samaras 14', Salpingidis.

O jogo entre alemães e gregos ultrapassou a esfera desportiva.
A instabilidade política e económica que a Europa vive
actualmente também esteve presente nesta partida.
ESTATÍSTICA (ALE / GRE):
Posse de Bola (%): 66 / 34
Remates (À Baliza): 24 (14) / 9 (5)
Golos Marcados: 4 / 2
Cantos: 10 / 1
Foras-de-Jogo: 5 / 2
Faltas Cometidas: 9 / 10
Cartões Amarelos: 0 / 2
Cartões Vermelhos: 0 / 0

MELHOR EM CAMPO:
Mesut Özil (ALE)

Fonte: uefa.com