Depois de uma campanha sensacional na Zona Sul, o União da Madeira estreou-se com um um empate caseiro no playoff de subida à Liga de Honra. Jogo marcado pelo equilíbrio, com os lances de perigo a andarem arredados de ambas as balizas. A equipa visitante apostou claramente na conquista do empate, porém os unionistas tudo fizeram para inverter as intenções dos nortenhos, mas nunca da melhor forma. A excepção foi aos 35 minutos, num chapéu de Steve que saiu muito por cima.
segunda-feira, maio 10, 2010
Playoff II Divisão - 1ª Jornada
Depois de uma campanha sensacional na Zona Sul, o União da Madeira estreou-se com um um empate caseiro no playoff de subida à Liga de Honra. Jogo marcado pelo equilíbrio, com os lances de perigo a andarem arredados de ambas as balizas. A equipa visitante apostou claramente na conquista do empate, porém os unionistas tudo fizeram para inverter as intenções dos nortenhos, mas nunca da melhor forma. A excepção foi aos 35 minutos, num chapéu de Steve que saiu muito por cima.
100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VII, Parte1

Abraço amigo
Quando começa a desvanecer a lembrança do triunfo africano, chega à Madeira uma embaixada dos colonos de Sá da Bandeira. Apesar das exigências da iniciativa, o clube empenhou-se profundamente na mesma. Contando com apoios oficiais e de inúmeras entidades particulares locais, o regresso desses colonos à terra natal constitui uma bela página da história da Madeira, para a qual o Marítimo se orgulha de ter contribuído decididamente.
Uma das formas de angariar fundos para responder aos encargos da iniciativa foi o convite ao Sport Lisboa e Saudade (ex-jogadores do Benfica) para, no fim de ano de 1950, realizar um jogo na Madeira. A veterania dos lisboetas impossibilitou réplica ao jogo da primeira equipa verde-rubra. O 7-0 final está assim justificado, mas esse não era o aspecto mais importante do jogo… Na oportunidade, Ribeiro dos Reis, que é presidente da Assembleia Geral do Benfica, relembra a deslocação do seu clube à Madeira, na Páscoa de 1922, e distingue o veterano Barrinhas.
Este clima de amizade não tem paralelo com o que vai acontecer, meses mais tarde, quando o Marítimo se apresentar em Lisboa, frente ao Benfica, para disputar os oitavos de final da Taça de Portugal da época 1950/51. Os ânimos que rodeiam a partida são hostis. Resultam do facto do Marítimo não prescindir de fazer alinhar António Alves Tremura ‘Chino’ na partida, uma vez que o mesmo se encontrava ‘qualificado’ pelo Marítimo, apesar de estar a residir em Lisboa há cinco meses. Aos sete minutos da partida da primeira mão, que o Marítimo joga ‘em casa’ – no campo do Oriental ... – o árbitro expulsa injustificadamente Figueira de Sousa; três minutos depois, Raul Tremura abandona o campo para receber tratamento. Tal qual o ambiente nas bancadas, o jogo dos lisboetas é duro e a arbitragem tudo lhes consente. O Marítimo perde por 3-0. Dois golos são obtidos com a equipa reduzida a nove elementos. Na segunda mão, agora na casa do Benfica, os lisboetas têm de aplicar-se a fundo para garantir um magro 2-1. A propósito da ‘primeira mão’, o jornal desportivo ‘A Bola’ regista:
"Antes de mais nada, uma prevenção que deve ser levada em conta para todos os comentários que vamos fazer ao jogo ontem disputado em Marvila. Há que recordar, sempre com justiça, que os madeirenses, além de suportarem o handicap resultante das suas espaçadas visitas à metrópole (em que a falta de contacto e a estranheza do ambiente são contrariedades importantíssimas) actuaram durante 89 minutos com dez elementos apenas, o que logicamente influi sobremaneira nas possibilidades técnicas e tácticas e psíquicas duma equipa que vem de longe ... de alémmar, para jogar a sua chance!"
domingo, maio 09, 2010
Tradição Europeia

Liga Sagres 2009/10 - Benfica Campeão
O Benfica sagrou-se esta tarde Campeão Nacional de Futebol. Parabéns aos vencedores! Com este título conquistado, o Benfica arrecada o 32º campeonato na história do clube, cinco anos após a última conquista. Embora tenha necessitado esperar pela última jornada, a equipa benfiquista fez a festa há muito anunciada, após uma vitória frente ao Rio Ave por 2-1. Últimos 10 Campeões
2009-10 Benfica
2008-09 FCPorto
2007-08 FCPorto
2006-07 FCPorto
2005-06 FCPorto
2004-05 Benfica
2003-04 FCPorto
2002-03 FCPorto
2001-02 Sporting
2000-01 Boavista
Top 5 - Clubes com mais campeonatos
1º Benfica - 32
2º FCPorto - 24
3º Sporting - 18
4º Boavista -1
5º Belenenses - 1
União da Bola
O C. F. União Sad inicia hoje o playoff de subida à II Liga. Após uma primeira fase brilhante, onde acabou em 1º lugar com 21 pontos de avanço, o "União da Bola" tenta agora chegar à Liga Vitalis. Depois de vários anos a tentar alcançar a subida de divisão, a equipa liderada pelo treinador Daniel Quintal, parece reunir capacidades para colocar o clube de volta ao futebol profissional. Para isso, terá que disputar o playoff, última batalha para os guerreiros madeirenses, que vão disputar esta última fase com o Moreirense (1º Zona Norte - 66 pontos) e com o Arouca (1º Zona Centro - 57 pontos). A Liga Tahiti, como não podia deixar de ser, passará a acompanhar semanalmente o percurso do União, rumo à II Liga do futebol português. Eis o calendário dos jogos da equipa madeirense:II Divisão - 2ª Fase - Playoff
1ª Jornada (09-05-2010)
União Sad x Moreirense (16h00)
2ª Jornada (15-05-2010)
União Sad x Arouca
3ª Jornada (23-05-2010)
Folga
4ª Jornada (30-05-2010)
Moreirense x União Sad
5ª Jornada (06-06-2010)
Arouca x União Sad
6ª Jornada (10-06-2010)
Folga
Liga Vitalis
Feito histórico. Beira-Mar e Portimonense estão de regresso à principal liga do futebol português. O clube aveirense é o campeão da Liga Vitalis, enquanto que o Portimonense acabou o campeonato no segundo lugar. Cinco madeirenses conseguiram o impensável em Aveiro: ajudar o Beira-Mar a conquistar o título de campeão. Numa época marcada por sobressaltos financeiros, Leonardo Jardim, António Vieira, Igor Pita, Élio Martins e Mário Rondón "esconderam" as dificuldades do clube e colocaram, de novo, a Região de Aveiro no mapa do principal campeonato de futebol. É o regresso de um dos históricos do futebol português. Quem também sobe à I Liga, é o Portimonense. A equipa algarvia consegue, 20 anos depois, chegar ao escalão máximo. Proeza que premeia a regularidade e o brilho da equipa, que tinha como principal objectivo garantir a permanência na Liga Vitalis, mas que acabou, brilhantemente, por festejar a subida à I divisão.
100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VI, Parte 7

Depois de se terem deixado fotografar a bordo com os espólio de trofeus conquistados e já glorificados pelos cumprimentos e saudações das entidades e personalidades que tiveram acesso ao Império, os jogadores do Marítimo pisam terra firme. Mas tremem-se-lhes as pernas. Muitos voltam a misturar lágrimas com sorrisos. E todos querem saber como será possível ultrapassar a multidão que os aguarda. São os amigos, os conhecidos, os adversários de outras jornadas, os cidadãos indistintos, todos juntos no aperto de mãos, no abraço caloroso. A digressão ainda tem mais essa etapa para ser vencida – romper a multidão que enche o cais da cidade, subir a Avenida Zarco, e seguir até à Igreja do Socorro, onde será cumprido o voto a Nossa Senhora do Socorro, feito no dia da partida. E como o ‘Diário’ previra a caminhada é lenta, feita sob palmas, flores, vivas ao campeão e cantos de hinos e marchas do Marítimo. Após a missa, apesar da noite já ter caído, a caravana, sempre rodeada de uma multidão que dá largas a uma incontida alegria, dirige-se para a festa que terá lugar na sede do Clube. O primeiro orador da noite é o presidente da Assembleia Geral, dr. Álvaro Reis Gomes. Seguiram-se intervenções do Delegado dos Desportos na Madeira, do representante da Associação de Futebol do Funchal, da vereação da Câmara Municipal do Funchal. E de António Maria Fernandes Nunes, em representação do Clube Desportivo Nacional.
No fim da noite já toda a gente sabe de cor a nova marca do Marítimo, que é cantada um pouco por todo o lado: ‘Lá vêm, lá vêm, os nossos ‘maravilhas’, os ‘endiabrados’, campeões das Ilhas ...’. E a letra prossegue, garantindo que ‘não há outro igual, como o Marítimo, o mais popular’. Mas essa convicção não se mistura com sobranceria ou menosprezo pelos adversários. Como fica evidente na cerimónia realizada na sede, quando são entregues aos representantes dos clubes da divisão de honra do futebol madeirense (Nacional, União e Sporting), presentes adquiridos, propositadamente com esse fim, na digressão. A zona velha da cidade viveu das suas mais felizes festas de sempre. Além da sede do Marítimo, permaneceram abertos e iluminados, durante a noite, um sem número de estabelecimentos comerciais e casas particulares, onde agora se revive cada passo da digressão pela boca dos seus intérpretes – os jogadores do Marítimo.
A 9 de Novembro, um banquete no Hotel Savoy reúne mais de trezentos participantes. As entidades oficiais e desportivas marcam presença, conferindo ao acto a solenidade que os feitos desportivos do clube justificam. Uma semana depois, as direcções de Nacional, União e Sporting da Madeira oferecem à sua congénere maritimista, ao director da caravana e ao capitão de equipa, um jantar. À medida que as comemorações se vão esgotando, aumenta a ambição verde-rubra. E, tal qual acontecera na sequência da obtenção dos brilhantes resultados obtidos frente às ‘grandes’ equipas continentais que o clube defrontara pouco tempo antes, persiste a interrogação: até poderá ir este Marítimo se o deixarem voar?
sábado, maio 08, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
Taça Tahiti - Final

Vencedor Taça Tahiti 2009/2010
Coral SC - Fábio Ferreira
Coral SC renova o título de vencedor da Taça da Liga Tahiti. A equipa apresentou argumentos mais que válidos para a conquista do troféu, o segundo da equipa e do treinador.
quinta-feira, maio 06, 2010
Ronda 26 - Classificação - Jornada 29
A penúltima jornada arrumou quase por definitivo a questão do segundo lugar. Agora as atenções recaem sobre a luta pelo também interessante terceiro lugar. Entram na última jornada três equipas separadas por cinco pontos, a vantagem, escassa, está na posse de Madeira Livre, que a manter o terceiro lugar, será um mal menor esta época. Para os outros dois treinadores, alcançar o terceiro lugar, será sem dúvida, uma posição de mérito. Depois, vem a luta não menos renhida pelo sexto lugar, disputada a seis pontos, entre Apito Queimado, que a par de Os Tinterra, fizeram uma enorme recuperação na segunda metade do campeonato, e Clube Desportivo 48. À medida que descemos na classificação, encontramos novas batalhas. Entre o nono e o décimo segundo podem haver várias alterações, embora existam dois grupos distintos, um liderado por Carvalheiro FC e outro onde se encontram Diabos à Solta e Coral SC, equipa que venceu a jornada, novamente, com cinquenta pontos. Incrivelmente, depois de tantas jornadas sem ver a luz ao fundo do túnel, eis que, Ganita FC, acorda da ressaca e parece estar disposto a lutar pela décima terceira posição. A Liga Tahiti está quase no fim.quarta-feira, maio 05, 2010
100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VI, Parte 6

A viagem de regresso faz-se no vapor Império. A 4 de Novembro de 1950, setenta dias depois de ter iniciado viagem no vapor Moçambique, a comitiva chega à Madeira. Na Madeira, todos os pormenores da digressão tinham sido acompanhados de perto e com entusiasmo pela generalidade dos madeirenses, nomeadamente através das reportagens publicadas pelo ‘Diário de Notícias’ Não admira que, uma vez mais, a cidade se encha de vida e alegria para receber o seu campeão, no regresso triunfante de África. A recepção começa, por assim dizer, quando o Império surge, cerca das cinco da tarde, na linha do horizonte, rumo ao porto do Funchal.
Ao seu encontro seguem dezenas de embarcações, repletas de elementos de todas as condições sociais. Tal qual acontecera em 1926, na chegada após a conquista do título de Campeão de Portugal, não são os ‘marítimos’, são os madeirenses que vivem, pelo Marítimo, mais este momento de inesquecível glória desportiva. As Bandas Distrital, Municipal do Funchal, Municipal de Câmara de Lobos, Recreio Camponês e Escola de Artes e Ofícios, estão dentro dessas embarcações que ladeiam o Império. Tocam, incessantemente, o hino do Marítimo.
Já passa das sete da noite quando acontece o desembarque. Mas desde as cinco da tarde, milhares de pessoas, de todas as classes e condições sociais, espalham junto ao cais e ao longo da Avenida do Mar, acenando com lenços para bordo. A edição do Diário de Notícias deste 4 de Novembro de 1950 dera conta da dimensão e significado do triunfo africano do Marítimo. Das suas páginas desse dia retirámos palavras elucidativas:
‘A nossa embaixada desportiva, quando embarcou, levava consigo duas certezas: a consciência do seu valor, e a responsabilidade que voluntariamente assumiu de honrar a Madeira. E agora volta tranquila e contente, por ter cumprido superlativamente a sua difícil mensagem; acumulou triunfos sobre triunfos, e trofeus sobre trofeus, que são a saborosa e única riqueza dos seus atletas (...) Aguardam o campeão regional grandiosas festas. Nelas comparticiparão todos os sectores desportivos, toda a Madeira. E a homenagem é o agradecimento que se deve a quem nos soube representar altivamente, não obstante a modéstia que sempre esmaltou as suas atitudes. Com o faúlhar das suas vitórias, com a simpatia da sua correcção, e com a espontânea e inalterável alegria, os atletas do Marítimo fizeram, ao sul do Equador, a melhor e a mais sadia propaganda da Madeira. Tornaram-na mais conhecida e adorada, e mais fizeram crescer na Metrópole, o prestígio do futebol insular. (...) Mais do que o futebol – repetimos – é a Madeira que está em causa. Palmas, flores, músicas e hinos em coro, esperam o Marítimo no seu regresso ao doce Lar Madeirense. (...) Benvindo seja o Marítimo, e glória aos seus triunfos! É esta efusiva saudação que fazemos ao indefectível paladino do nosso Desporto que, em terras de África, iluminou o nome da Madeira de uma cercadura de fulgurantes vitórias.’
terça-feira, maio 04, 2010
Onze da Jornada 29
Meyong é o Jogador da Jornada. O avançado bracarense tirou um coelho da cartola, marcando o único golo na vitória suada sobre o Paços de Ferreira. Com este triunfo, o Sp. Braga garantiu o acesso à pré-eliminatória da liga milionária, mantendo também a discussão pela conquista do título até à última jornada do campeonato.G - Eduardo (Sp. Braga) - 7 Pontos
D - Bruno Alves (FCPorto) - 8 Pontos
D - André Pires (Belenenses) - 7 Pontos
D - Mustafa (Belenenses) - 7 Pontos
D - Miguelito (Belenenses) - 7 Pontos
M - Belluschi (FCPorto) - 8 Pontos
M - José Pedro (Belenenses) - 7 Pontos
M - Tchô (Marítimo) - 7 Pontos
A - Meyong (Sp. Braga) - 12 Pontos
A - Fábio Júnior (Naval) - 7 Pontos
A - Kléber (Marítimo) - 7 Pontos
Pontos Totais (sem capitão) - 84 Pontos
Pontos Totais (com Meyong a capitão) - 96 Pontos
segunda-feira, maio 03, 2010
100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VI, Parte 5

Cumprida o mais belo de todos os momentos da digressão, a caravana verde-rubra regressa a Luanda. O longo período de afastamento de casa e a intensidade da actividade desenvolvida nos últimos dois meses recomenda uma pausa. E a equipa fica uma semana de descanso na capital angolana. A 22 de Outubro realiza-se, por fim, o último jogo da digressão. É a décima terceira partida. O adversário é tido como o mais poderoso de todos quantos foram enfrentados até aqui – a selecção de Luanda. Mas o Marítimo não merecia que o encerramento da digressão acabasse com outro resultado que não fosse uma vitória. E assim aconteceu, por 3- 1. Foi uma partida difícil, mas o triunfo verde-rubro, que encheu de orgulho os madeirenses residentes na cidade, é incontestável. Este encontro foi antecedido de um jogo entre o Futebol Clube de Luanda e uma equipa de madeirenses residentes, reforçada por quatro verderubros: Eduardo Vicente da Silva, Fernando Rodrigues, Ernesto José Gomes Silva e Joel Casimiro Ferreira. O resultado foi de um empate a duas bolas.
No intervalo da partida, é descerrada uma placa no Estádio Municipal, na qual o principal organizador da digressão manda inscrever: ‘A convite do Futebol Clube de Luanda, deslocou- se a Angola e Moçambique, o Club Sport Marítimo do Funchal. Set/Out/1950’. Na noite desta última partida acontece o banquete de confraternização, que junta mais de duzentos participantes. As palavras de simpatia que cobrem a delegação verde-rubra são entusiasticamente aplaudidas pelos mais diversos representantes da administração da colónia. A noite acaba com uma ‘queima de fogo’ a partir das janelas do Hotel Lisboa, onde o Marítimo está hospedado e onde decorreu o banquete. Nas véspera da partida a festa continua. Um «Madeira de Honra», oferecido pelo Clube Ferroviário de Luanda, e uma festa de despedida, que integra a exibição de um grupo de folclore da terra-mãe, realizada no Centro Madeirense, contribuem para unir ainda mais os laços das amizades já estabelecidas.
A 26 de Outubro, dia do início do regresso à Madeira, o ‘Diário de Luanda’ regista:
‘Regressa hoje ao Funchal a embaixada do Club Sport Marítimo, após a jornada triunfal por terras de Moçambique e Angola, onde obtiveram merecidas vitórias nos jogos de futebol. Foi a turma desportiva mais disciplinada e mais bem comportada que nos tem visitado. Esta é a opinião unânime, tanto da Imprensa como do público, e dos meios ligados ao desporto angolano. Os jogadores do Marítimo distinguiram- se pelo seu aprumo, pela sua irrepreensível presença nos campos de jogos, pela sua extrema correcção e lealdade. A sua passagem por estas terras fica bem assinalada na História do Intercâmbio Desportivo."
Numa síntese da digressão, o ‘Província e Angola’ escreve:
‘Os madeirenses retiram com uma bela página para a história do seu futebol. Uma derrota apenas, e essa pela tangente, em treze desafios. Foi magnífica, sob todos os pontos de vista, esta viagem do Marítimo. Por toda a parte, os madeirenses lutaram com cavalheirismo e entusiasmo, dando às gentes das Colónias uma bela lição de desportivismo. Foi, sem dúvida, esta uma das melhores equipas que nos visitaram. Não houve da sua parte senão a preocupação de realizar exibições de agrado, que confirmassem o valor do grupo. Estão, pois, de parabéns, tantos os organizadores como o clube visitante.’
Por seu turno, o ‘Comércio de Angola’ comentou:
‘Nesta colónia, os rapazes madeirenses souberam conquistar a simpatia de todas as populações que visitaram. As massas desportivas forma unânimes em proclamar a sua correcção dentro do rectângulo. Os críticos de futebol refiram-se elogiosamente à classe do seu jogo. E as restantes gentes que com eles privaram mais de perto, não diferem na maneira como apreciaram a sua conduta irrepreensível. Nenhum incidente a desmanchar o conjunto harmonioso da sua passagem por Angola. Nenhuma bravata a deslustrar a invicta caravana que por mais de uma vez foi homenageada nesta capital, homenagens sinceras e vibrantes, em que confraternizou toda a alma lusíada ...’
domingo, maio 02, 2010
100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VI, Parte 4

No regresso a Luanda, o Marítimo prepara a realização do seu décimo jogo ‘africano’. O adversário será o Sporting Club de Luanda, a agremiação desportiva mais popular da capital angolana. O jogo realiza-se a 8 de Outubro. A vitória do Marítimo é volumosa (6-1), mas só consolidada na parte final da partida, quando os locais acusam o desgaste que a mais valia dos verde-rubros desencadeara. O jornal ‘Goal’ publica, a propósito desta partida, o seguinte comentário:
"O Marítimo, com este seu segundo jogo na capital, confirmou a excelente impressão que nos havia deixado aquando da sua estreia com o ‘Ferroviário’. A equipa movimenta-se dentro de um sistema muito correcto, que lhe advém da muita coadjuvação dos seus três sectores, cada um deles sabendo o que tem a fazer, e como fazê-lo. Assegurada uma vantagem, que não dava margem a qualquer espécie de preocupação, os madeirenses entraram a dar à partida o jeito de puro exibicionismo, fazendo alarde de uma série de passes de unidade para unidade, sem que os adversários, nalguns desses lances, conseguissem tocar o esférico. Enfim, exibição para o público, e a verdade é que o público gostou. (...) Não queremos fechar estes comentários, sem pôr em evidência o alto espírito desportivo de todos os elementos do simpático clube madeirense têm primado por exteriorizar nas competições em que tomam parte. O Marítimo é, realmente, uma esplêndida «Escola» de homens atletas e de verdadeiros desportistas."
Sá da Bandeira foi construída por colonos madeirenses, ali chegados em 1884. À data da sua visita à região, o Marítimo encontra, entre os residentes, alguns desses primitivos colonos. Mas a vida por aqui já pulsa principalmente com a actividade da segunda e terceira gerações desses madeirenses. Serão dias de emoções fortes, estes de reencontro entre filhos da mesma terra, seres humanos com as mesmas raízes. Entre os residentes, há alguns que da terra-mãe já só têm a imagem de um passado longínquo; a maioria, dela só tem conhecimento pelos relatos dos progenitores. Daí que o grupo verde-rubro seja, neste momento da digressão mais que em qualquer outro, o embaixador da Madeira. As saudades da terra-mãe já tomaram conta de todos. Os que foram em visita, fora de casa vai para dois meses, também sofrem do mesmo mal. E bastou encontrarem do outro lado o mesmo sotaque, os mesmos jeitos, as memórias dos mesmos lugares, para que entre as partes se misturassem as palavras com as lágrimas.
Na manhã do dia 15 de Outubro, a generalidade dos habitantes de Sá da Bandeira dirigem-se em massa para um local chamado ‘Barracões’, onde será rezada uma memorável missa pelo padre Telésforo. Este fora o local onde os primitivos colonos se tinham estabelecido, concluída a exaustiva viagem que os levava à procura do sonho, ali montando os barracões que lhes deram guarida pelos primeiros tempos. Com os tempos, os ‘Barracões’ tinham- se transformado em sítio de romagem dos residentes. A presença da delegação do Marítimo neste sítio tinha uma carga simbólica muito forte. A forma exemplar como todos vão cumprir esse dever constitui uma das mais belas páginas de todo o périplo africano.
A equipa do Marítimo acompanha com cânticos a missa rezada pelo padre Telésforo. A sua homília toca no fundo das emoções de todos os participantes. No fim, todos querem estar junto da comitiva, trocando palavras comoventes e enxugando lágrimas de uma amarga e saudosa felicidade. Com a mesma solenidade com que Raul Tremura, capitão da equipa do Marítimo, depusera, na véspera, um ramo de flores no monumento ao madeirense D. José da Câmara Leite, o líder da colonização, no final da missa a equipa verde-rubra, acompanhada pelos presentes, vai depositar flores sobre a campa comum dos colonos já falecidos. Como nota final desta estada em Sá da Bandeira registe-se que também se efectuaram dois encontros de futebol. O Marítimo venceu ambos com naturalidade. Ao ‘misto’ local impôs um pesado 11-1; à selecção da cidade venceu por 6-1.
sábado, maio 01, 2010
sexta-feira, abril 30, 2010
Taça Tahiti - Final

Final
Redheart's Corner x Coral SC
quinta-feira, abril 29, 2010
Liga Sagres
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou, na passada Segunda-Feira, que todos os jogos referentes à 29ª jornada da Liga Sagres, serão realizados Domingo às 20h15.A decisão parece-nos estranha, visto o dia e a hora em que foram marcados. Numa jornada que pode ser de muitas decisões, aceita-se que a Liga marque os jogos à mesma hora das equipas que competem directamente entre si, como, por exemplo, das partidas FCPorto x SLBenfica, SCBraga x P. Ferreira e Olhanense x Leixões, Marítimo x V. Setúbal. Errado é, a hora e o dia que escolheram para a realização dos mesmos. Marcar jogos num Domingo à noite, contraria tudo o que a Liga diz pretender. Estádios cheios. Num fim-de-semana de clássico, que poderá decidir o futuro campeão, a decisão do organismo que gere as ligas profissionais de futebol, só irá contribuir para a não mobilização dos adeptos aos estádios para apoiar as suas equipas, pois sabem que no dia seguinte há trabalho, escola. Sabendo que os regulamentos ditam que as partidas das duas últimas jornadas devem disputar-se ao mesmo tempo, exceptuando os casos em que não interfira com os objectivos das equipas envolvidas, porque não marcar os jogos no Sábado ou até mesmo Domingo à tarde? Os direitos televisivos não deviam influenciar na escolha da data e hora para a realização da jornada. Mas neste caso, parece ser o que mais importou para a LPFP. Enquanto as televisões ganham milhões, a Liga retira assim espectadores dos estádios portugueses, isto quando muito ainda está por decidir..no topo, no meio e no fim da classificação. Não deveriam antes promover uma modalidade que move massas, fazendo com que milhões gastos nos investimentos em estádios, tivessem agora alguma rentabilidade?
Ronda 25 - Classificação - Jornada 28
Não existe melhor forma de colocar um ponto final na crise do que a apresentada por Madeira Livre FC. O terceiro hat trick da época de Cardozo proporcionou ao treinador José Pedro Pereira novo fôlego na luta pelas posições cimeiras. A soma de 82 pontos quase que não era suficiente para vencer a jornada, uma vez que o líder não baixa os braços, mesmo vendo a concorrência a léguas de distância, somou desta vez 80 pontos. Redheart's Corner deu um importante passo na luta pelo segundo lugar aumentando a sua vantagem para trinta pontos. A equipa em questão é perseguida por um trio, Club Sport Monte, Madeira Livre FC e Los Mariachis.pt que ainda almejam o lugar de acesso às ''competições europeias''. Destaque também para Tinterra que após esta jornada, apesar de manter o décimo lugar na classificação, salta para a luta que parecia destinada a Jack Daniel's e Carvalheiro FC pela oitava posição. No fundo, os treinadores mais bem posicionados ganharam vantagem aos seus mais directos perseguidores. Espírito Santo, foi o pior da jornada, está irremediavelmente condenado.quarta-feira, abril 28, 2010
100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VI, Parte 3

A 24 de Setembro, praticamente um mês depois de ter deixado o Funchal, o Marítimo cumpre o seu sexto jogo em terras de África. O adversário dá-se pelo nome de ‘Ferroviário’, campeão de Luanda. A vitória, desta feita, faz-se com dois golos sem resposta. Um resultado considerado escasso, face ao domínio exercido pelos maritimistas, mas também justificado pela actuação do guarda- redes contrário. O ‘Província de Angola’ regista que o Marítimo é uma excelente equipa, considerando o valor dos seus jogadores equilibrado. Mas critica que o poder de remate da equipa não tivesse sido utilizado devidamente…
Nova viagem de avião, desta feita para o Lobito. À chegada à cidade, tal qual vem acontecendo por todos os sítios onde o Marítimo tem passado, sucedem-se os gestos de simpatia. Desta feita, o presidente do Município põe à disposição da caravana um «machimbombo» (camioneta), que servirá para as visitas ao Lobito e para a deslocação à cidade de Benguela. Esta última cidade tinha sido designada sede das recepções e festas organizadas em honra do Marítimo e é nela que a caravana verde-rubra fica alojada.
A 30 de Setembro, o Marítimo bate a Selecção de Benguela por 3-0. No dia seguinte, no Lobito, volta a triunfar, desta feita por 2-1, sobre a selecção local. Esta partida é antecedida de um amistoso entre os madeirenses residentes no Lobito e a selecção B da cidade. A equipa madeirense, reforçada por três jogadores do Marítimo e trajando equipamento igual ao do clube, vence por 2-0. Os encontros realizados pela equipa principal do Marítimo tiveram graus de dificuldade diferentes. Na primeira, a vitória aconteceu com naturalidade, dada a superioridade da equipa madeirense. No encontro do Lobito, disputado perante um grupo tradicionalmente aguerrido e num campo menos bem tratado que o do jogo da véspera, a vitória tangencial exigiu o melhor dos esforços dos verde-rubros. No plano social, todas as manifestações situam-se num elevado plano de amizade, com particular destaque para os intensos contactos entre a colónia madeirense e os jogadores do Marítimo. Registo particular merece a palestra do padre Telésforo, proferida no Sindicato do Empregados de Comércio, subordinada ao tema «O Homem e o Desporto».
Fora de programa, a ida a Malange acaba por acontecer por convite e insistência dos colonos da cidade, ansiosos pelo contacto, que anteviam positivo, com a comitiva madeirense. A 5 de Outubro acontece o encontro desportivo. O Marítimo bate a selecção local por sete bolas a uma. O fraco nível do opositor não colocou qualquer tipo de problemas à formação verde-rubra. Mas essa debilidade desportiva foi largamente compensada pela forma entusiástica e dedicada com que os organizadores da visita qui-seram receber o Marítimo e, por ele, relembrarem a Madeira e o Continente.
terça-feira, abril 27, 2010
Onze da Jornada 28
Óscar "Tacuara" Cardozo é o Jogador da Jornada. O paraguaio marcou um hat trick na goleada frente ao Olhanense, deixando assim a equipa encarnada a um ponto da conquista do campeonato.G - Nilson (V. Guimarães) - 7 Pontos
D - Paulão (Braga) - 9 Pontos
D - Andrézinho (V. Guimarães) - 8 Pontos
D - Maicon (FCPorto) - 7 Pontos
M - Luís Aguiar (Braga) - 14 Pontos
M - Diogo Gomes (Académica) - 8 Pontos
M - Guarín (FCPorto) - 8 Pontos
M - Nuno Assis (V. Guimarães) - 8 Pontos
A - Cardozo (Benfica) - 24 Pontos
A - Di Maria (Benfica) - 10 Pontos
A - Falcão (FCPorto) - 9 Pontos
Pontos Totais (sem capitão) - 112 Pontos
Pontos Totais (com Cardozo a capitão) - 136 Pontos
segunda-feira, abril 26, 2010
Suécia 1958 - Nomes & Números
América do Norte, Central e Caraíbas: México
100 Verde-Rubros Anos - Capítulo VI, Parte 2
No dia 9 de Setembro realiza-se o primeiro dos 13 encontros ‘africanos’ do Marítimo. O adversário é o Sporting Clube de Lourenço Marques e a taça em disputa chama-se, significativamente, ‘João Gonçalves Zarco’. Apesar do clube local possuir uma equipa forte e evoluída, o Marítimo impõe-se por 4-1. No dia seguinte, nova vitória, desta feita sobre a Selecção de Durban, uma formação considerada superior ao Sporting local, mas que é derrotada pelos mesmos números. Os planos iniciais da digressão estabeleciam que, dos quatro jogos a realizar em Moçambique, dois seriam em Lourenço Marques e outros dois na cidade da Beira. Porém, limitações de diversa ordem obrigaram a que a totalidade desse encontros tivessem lugar na capital moçambicana.
Assim, o terceiro encontro, disputado no dia 16, opõe aos maritimistas os ‘Naturais de Moçambique’. Este conjunto vai impor a única derrota que o Marítimo conhecerá em toda a digressão, como de resto fizera, um mês antes, ao Sport Lisboa e Benfica, a quem derrotara por 3-1. Este jogo ‘Naturais de Moçambique’ – Marítimo acaba com o marcador a assinalar 5-4 para os locais. Os jogadores queixaram-se da arbitragem; os directores preferem colocar a ênfase no valor do adversário. Mas a verdade é que o clube foi prejudicado. Como relatou, na apreciação ao jogo, o jornal ‘União’:
"Pelo jogo desenvolvido o triunfo foi justo. Mas há que ter em consideração diversos factores, que influíram poderosamente no ânimo dos visitantes que, estando a ganhar por 2-1, viram o esférico transpor o risco fatal da baliza adversária, sem que o árbitro assinalasse tento, para depois validar um outro obtido, parece, depois dos 45 minutos iniciais regulamentares. Porém, o cúmulo, foi a validação dum suposto terceiro ponto, que levou um conceituado crítico desportivo local a escrever no seu jornal, o «Lourenço Marques Guardian», o seguinte: ‘A arbitragem, além da validação do terceiro golo (e não se admite que o árbitro não tenha visto uma jogada como aquela, em que dois homens estavam bem para lá da linha defensiva) pecou por bairrismo notório ..."
Sentindo-se injustiçados, os jogadores verde-rubros aplicam-se a fundo para, no dia seguinte, derrotar, por quatro bolas sem resposta, a mesma equipa dos ‘Naturais de Moçambique’, reforçada por três naturais da ‘metrópole’.
Das inúmeras manifestações de amizade e simpatia que rodearam a presença do Marítimo em Moçambique, o maior destaque foi para o banquete de confraternização organizado pela Casa da Madeira de Lourenço Marques. A grande maioria dos madeirenses que vivem na capital e arredores juntam- se à comitiva, dando continuidade aos emocionados contactos que se tinham iniciado na recepção oferecida pela mesma entidade. Fala-se da terra-mãe. À medida que se descobrem laços de familiaridade e se confirmam notícias das raízes deixadas na Ilha, não são poucos, entre visitantes e visitados, os que choram.
Cumprida a missão em Moçambique, a caravana verde-rubra inicia o regresso a Angola. O destino mais exacto é Nova Lisboa, no planalto de Benguela, onde a 21 de Setembro se realiza um jogo entre a Selecção local e o Marítimo. A vitória verde-rubra (4-2) é incontestada mas difícil. Os jogadores madeirenses experimentam dificuldades para jogar num campo situado 1800 metros acima do nível do mar, para mais tendo pela frente um conjunto adaptado a essas circunstâncias. O programa social reveste-se da onda de simpatia que o Marítimo encontra em toda a digressão. Colonos madeirenses e de outras partes do país, com particular destaque para aqueles que estão directamente vinculados à organização, honram a embaixada madeirense com gestos de simpatia.
domingo, abril 25, 2010
Benfica Campeão Europeu de Futsal
O Benfica sagrou-se hoje campeão europeu de futsal, após derrotar na final da Uefa Futsal Cup, os espanhóis do Interviú Madrid, por 3-2 após prolongamento (2-2 no final do tempo regulamentar). As águias, comandadas por André Lima, alcançaram o maior feito do futsal português, vencendo a fase final da principal prova europeia de clubes, que teve o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, como palco. Os encarnados, tricampeões nacionais, conseguiram superiorizar-se àquela que é conotada como a melhor equipa do mundo e que se apresentou na capital para defender o título europeu. Assim sendo, é de realçar esta conquista por parte do SLBenfica, que assim elevou o nome de Portugal ao mais alto nível.E vão 9!
O FCPorto sagrou-se ontem, pela nona vez consecutiva, campeão português de hóquei em patins. A cinco jornadas do termino do campeonato, a equipa azul e branca festejou a conquista do título após vitória sobre a Oliveirense, 5-7, quando apenas necessitavam de um empate para garantir a vitória do mesmo. Os dragões entram assim para a história da modalidade, visto nenhum outro clube em Portugal ter conseguido conquistar nove títulos consecutivos. É obra!Suécia 1958 - A Figura
100 Verde Rubros Anos - Capítulo VI, Parte 1

Preparativos
A digressão do Marítimo a África começou a ser preparada com praticamente um ano de antecedência. A ideia original do Futebol Clube de Luanda, em Novembro de 1949, é a organização de uma deslocação a Angola, a ficar mais ou menos confinada à zona de Luanda. A evolução das negociações entre as partes permitiu chegar a um acordo mais vasto, que fará o Marítimo chegar à costa oriental africana, visitando Moçambique, bem como alargar os planos iniciais a mais regiões angolanas. Todos os pormenores merecem a melhor das atenções. Ficam estabelecidas as responsabilidades das partes envolvidas e nas cidades a visitar são organizadas ‘comissões de honra’, responsáveis pela recepção e instalação Cumprida a missão em Moçambique, a caravana verde-rubra inicia o regresso a Angola. O destino mais exacto é Nova Lisboa, no planalto de Benguela, onde a 21 de Setembro se realiza um jogo entre a da caravana madeirense, bem como pela organização dos programas desportivo e social.
A 26 de Agosto, a caravana madeirense embarca no vapor Moçambique. É composta por 22 elementos. Só três não são jogadores – o padre Telésforo Rafael Afonso, Adelino Rodrigues e Francisco Silva; os dois primeiros são dirigentes do clube; o terceiro é o massagista e homem responsável também pelos equipamentos. Dos 19 jogadores, dois não pertencem aos quadro do Marítimo: João Maciel e António Correia. O primeiro é açoriano, guarda-redes do Micaelense F.C.; o segundo é médio e alinha no Sporting Clube da Madeira. Ambos integram a caravana com autorização dos respectivos clubes. Os 17 verde-rubros de ‘raiz’ que entraram no ‘Moçambique’ eram Armando Silvestre Silva, Américo Teodoro Fernandes, Francisco Rodrigues (Tabaca), Jaime Freitas Sousa (Albino), João Correia (Calinhos), José Santos Viveiros (Farruca), José de Abreu (Checa), António Alves Tremura (Chino), Raúl Alves Tremura, Eduardo Vicente da Silva, Eduardo Silvestre de Sousa (Joanito), Alberto Gomes Carvalho (Faiamane), Ernesto José Gomes Silva, Mário da Paixão, Fernando Rodrigues (Gato), Joel Casimiro Ferreira e Elisiário Lucas Oliveira (Titaia).
A comitiva madeirense chega a Luanda a 5 de Setembro, dez dias após a partida do Funchal, já depois de ter feito escala em São Tomé. Dois dias depois, chegará a Moçambique, para cuja capital viajou de avião a partir da capital angolana. A breve estada em Luanda envolve a caravana de carinho e atenções. Mas no plano organizativo as coisas não começam da melhor maneira – a disponibilidade da lotação do avião que leva os madeirenses para Moçambique obriga a que dois jogadores tenham de ficar em Luanda. A difícil escolha recai sobre Mário da Paixão e Alberto Gomes Carvalho (Faiamane). À chegada a Lourenço Marques um numeroso grupo de madeirenses radicados na colónia faz, da sessão de boas-vindas ao Marítimo, uma festa. Em abraços e palavras emocionadas matam-se saudades da terra.
sábado, abril 24, 2010
Suécia 1958 - Um Tal de Edson Arantes
Não é possível falar do Suécia'58 sem destacar Pelé, são indissociáveis, foi em solo sueco que um tal de Edson Arantes do Nascimento iniciou o reinado como um dos melhores jogadores de sempre do futebol mundial. Para além deste ser o Campeonato de Pelé, foi também o Mundial da Televisão, o primeiro com transmissões televisivas de vários jogos para todo o mundo, da estabilidade do formato competitivo, da entrada em cena da URSS de Yashin e do regresso da Argentina.
No Grupo 4, os dois primeiros jogos do Brasil foram complicados, uma vitória sobre a Áustria e um empate com a Inglaterra, colocavam a nu as deficiências de sempre do escrete que continuava sem conseguir aliar objectividade a um futebol de fino recorte. Cedendo a várias pressões, o treinador Feola efectuou algumas mudanças no onze. Entre outras alterações, saltaram fora Dida e Joel, dando lugar a dois jovens desconhecidos, nada mais, nada menos, do que Garrincha e Pelé. Garrincha fez de gato sapato os defesas soviéticos, mas Pelé seria a estrela maior. Entrou tímido contra a URSS, mas rebentou para a glória nos quartos de final com o golo decisivo sobre o País de Gales e com um hat trick contra a França. Na final a canarinha defrontaria a Suécia, que havia eliminado a URSS e a RFA.

Final, 29 de Junho de 1954, Estocolmo
Pina de Ouro
João Pina é campeão europeu de judo. O português venceu ontem a final na categoria de - 73 kg, em Viena(Áustria), frente ao russo Batradz Kaitmazov. Pina, aos 28 anos, ganha assim a sua primeira medalha numa prova sénior. De realçar ainda, a medalha de bronze conquistada pela Telma Monteiro(categoria de - 57 kg), que embora não tenha revalidado o título, deixou novamente uma excelente imagem. Parabéns aos judocas portugueses.Repórter Tahiti TV - XV - Cidade de Coimbra (parte 2)
Académica 2 - 3 Benfica (vídeo da autoria de Artur Rodrigues)
sexta-feira, abril 23, 2010
Repórter Tahiti TV - XV - Cidade de Coimbra (parte 1)
Académica 2 - 3 Benfica (vídeo da autoria de Artur Rodrigues)
O estádio Cidade de Coimbra registou no passado fim-de-semana a maior assistência da época, 21724 espectadores, número para o qual em muito contribuíram os benfiquistas, que estavam em clara maioria no estádio. Pese embora o elevado custo dos bilhetes, a euforia encarnada marcou presença em Coimbra, ajudando assim a equipa da Luz a conseguir nova vitória rumo ao título de campeão português.






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